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	<title>Cinezine &#187; @MarianaCosta</title>
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	<description>histórias de cinema. Florianópolis, Santa Catarina.</description>
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		<title>Ken Loach também sabe fazer rir</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 18:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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	</p><p><img class="alignnone" src="http://pathfinderpat.files.wordpress.com/2009/06/03looking-for-eric.jpg" alt="" width="610" height="406" /></p>
<p><strong>&#8220;À Procura de Eric&#8221;</strong> é um filme muito divertido. Mas não é só isso. Existem os dramas. <strong>Eric Bishop</strong> (<strong>Steve Evets</strong>) é um carteiro que já teve dias melhores. Ele vive com um filho e um enteado que só dão problema. Tem uma complicada relação com sua primeira mulher, <strong>Lily</strong>. Além de tudo, está com dificuldades no trabalho. Ou seja, um homem comum cheio de problemas e com poucas motivações para continuar. Só que Eric encontra um parceiro que o ajuda a tentar superar tudo isso, o ex-jogador de futebol <strong>Eric Cantona</strong>.</p>
<p>Cantona era um polêmico jogador que ficou conhecido mais por suas intrigantes declarações do que por seus lances, apesar de sua grande habilidade. A declaração mais conhecida é <span>&#8220;<em>Quando as gaivotas seguem o barco dos pescadores, é porque pensam que  sardinhas serão atiradas ao mar</em>&#8220;. Isso foi durante uma coletiva de imprensa que Cantona concedeu logo depois que saiu o resultado de sua suspensão por ter dado uma voadora em um torcedor. </span>Ele é quem consegue fazer Eric dar uma guinada em sua vida, enfrentar os medos e enfrentar os filhos. Um ídolo que muda a vida de um homem simples que se emocionava com seus gols e passes.</p>
<p>O filme ressalta o grande valor da amizade e toda a humanidade, seja a de um simples carteiro ou de um grande ídolo. Loach que costumava fazer filmes engajados, nesse faz um filme rir e chorar, não ao mesmo tempo. Sabe dividir a hora da alegria e a hora da tensão. Não há mesclas. É do jeito que as coisas são. Somente um grande cineasta conseguiria fazer um filme assim. E somente entendendo o homem comum é possível retratar a vida de um deles. E <strong>Ken Loach</strong> é grande conhecedor desses homens que vivem à margem.</p>
<p>&#8220;À Procura de Eric&#8221; tinha tudo para ser piegas e bobo, mas Ken Loach é gênio. O protagonista dá uma aula de interpretação, assim como o diretor mostra toda sua maestria. E o roteiro é muito bem construído. Nem todos que se arriscam nesse tipo de história conseguem acertar, mas sabe como é, os gênios podem e se eles erram, nós perdoamos. A questão é que ele acertou e esses dias na vida de Eric merecem ser vistos por aqueles que gostam de uma boa história.</p>
<p>- <strong>À Procura de Eric</strong>, de Ken Loach.<br />
roteiro de <strong>Paul Laverty</strong><br />
com Steve Evets, Eric Cantona, Stephanie Bishop</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=noF7TxdO0cA">Trailer</a></p>
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		<title>E os vencedores do XI FIC Brasília foram</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 03:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
				<category><![CDATA[festivais]]></category>
		<category><![CDATA[premiação]]></category>
		<category><![CDATA[XI FIC Brasília]]></category>

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		<description><![CDATA[Mostra Competitiva Melhor filme: &#8220;Prince of Broadway&#8221; (EUA, 2009) de Sean Baker Menção honrosa concedida pelo júri: &#8220;Tulpan&#8221; (Cazaquistão, 2008), de Sergei Dvortsevov Menção honrosa pela atuação: Elsa Amiel (Nulle Part, terre promisse) Prêmio TV Brasil Melhor filme: &#8220;Insolação&#8220;, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas Menção honrosa concedida pelo júri: &#8220;Os famosos e os duendes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><img class="alignnone" src="http://www.indiewire.com/images/uploads/iw9/people/prince_LAFF_brochure.jpg" alt="" width="550" height="306" /></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Mostra Competitiva</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Melhor filme:</strong> &#8220;<em>Prince of Broadway</em>&#8221; (EUA, 2009) de Sean Baker</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Menção honrosa concedida pelo júri:</strong> &#8220;<em>Tulpan</em>&#8221; (Cazaquistão, 2008), de Sergei Dvortsevov</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Menção honrosa pela atuação:</strong> Elsa Amiel (<em>Nulle Part, terre promisse</em>)</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify">
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Prêmio TV Brasil</strong></p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Melhor filme:</strong> &#8220;<em>Insolação</em>&#8220;, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Menção honrosa concedida pelo júri</strong>: &#8220;<em>Os famosos e os duendes da morte</em>&#8220;, de Esmir Filho</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Menção honrosa para melhor ator: </strong>Marcio Vito (<em>No meu lugar</em>)</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Menção honrosa para direção:</strong> Lucía Puenzo (<em>El niño pez</em>)</p>
<p style="margin-bottom: 0cm" align="justify"><strong>Prêmio de excelência técnica:</strong> Mauro Pinheiro Júnior (pela fotografia dos filmes <em>Insolação</em>, <em>No meu lugar</em> e <em>Os famosos e os duendes da morte</em>)</p>
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		<title>A poesia das pedras</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 16:03:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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	</p><p><img class="alignnone" src="http://pipocamoderna.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/Viajo_porque_preciso_volto_porque_te_amo_2.jpg" alt="" width="580" height="382" /></p>
<p><strong>&#8220;Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo&#8221;</strong> é o mais recente filme de <strong>Karim Aïnouz</strong> (&#8220;<em>Madame Satã&#8221;, &#8220;O Céu de Suely&#8221;</em>) em parceria com <strong>Marcelo Gomes</strong> (<em>&#8220;Cinema, Aspirinas e Urubus&#8221;</em>). Ele se configura como o diário de viagem de um geólogo que é enviado para realizar uma pesquisa no sertão nordestino, com o intuito de avaliar uma área que servirá de lugar para a construção de um canal. A película, de início, dá características de uma espécie de <strong><em>road movie</em></strong> poético.</p>
<p>As imagens do filme foram captadas há um certo tempo. Estavam guardadas e foram montadas e remontadas formando um filme que fugiu completamente da ideia original dos dois. O geólogo, <strong>José Renato</strong> (<strong>Irandhir Santos</strong>), não aparece em nenhum momento. Ele vai relatando suas impressões durante a viagem.</p>
<p>No início, a herança do <strong>Cinema Novo</strong> é clara: a narração, o ambiente, o isolamento do sertanejo. Em determinado ponto, lembra muito <strong>&#8220;Os Sertões&#8221;</strong>,<strong> de Euclides da Cunha</strong>, isso quando ele detalha a geografia da região, fala sobre as rochas.</p>
<p>O filme que começa falando de pedras, de solidão e desolação do personagem. A vontade de voltar para casa, voltar para a &#8220;galega&#8221;. No decorrer do filme, a paisagem começa a mudar, o vazio começa a ser ocupado por pessoas e ele começa a enxergá-las.</p>
<p>A trilha sonora é composta, em parte, por músicas do gosto popular. Algo que combina muito com o interior do Brasil: o forró, as músicas românticas. O começo com frases piegas que vai se transformando e a narração vai tomando contornos mais poéticos, depois ela vai sendo povoada por pessoas que fazem parte daqueles lugares remotos.</p>
<p>Mesmo com suas irregularidades inciais, &#8220;Viajo&#8230;&#8221; é um bom filme que merece ser visto. Mesmo que seja só por curiosidade.</p>
<p><strong>#Em cartaz no <a href="http://ficbrasilia.com.br/" target="_blank">XI FIC Brasília</a>, Academia de Tênis José Farani</strong>:</p>
<p>- &#8220;Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo&#8221;, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, Brasil, 75min.<br />
Sessões: dia 14 de novembro, às 18h00 e dia 15 de novembro, às 15h00</p>
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		<title>Um aviador também pode filmar</title>
		<link>http://cinezine.com.br/festivais/um-aviador-tambem-pode-filmar/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 16:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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	</p><p><img class="alignnone" src="http://eyeonfilm.files.wordpress.com/2009/03/10301-tulpan1.jpg" alt="" width="587" height="316" /></p>
<p>Ontem, depois de gastar os restos das minhas moedas no caríssimo café da Academia de Tênis, me dirigi à sala 5 sem esperar grandes coisas do filme do <strong>Cazaquistão,</strong> <strong>&#8220;Tulpan&#8221;</strong>. Achei muito curioso o fato de seu diretor, <strong>Serguey Dvortsevoy</strong>, ter se formado na Escola de Aviação da Ucrânia. E queria ver o que os jurados de <strong>Cannes</strong> andavam premiando, já que a película ganhou o prêmio <strong>Un Certain Regard</strong>, em 2008.</p>
<p>Algumas pessoas tinham comentado que o filme era bom, mas essas avaliações são tão subjetivas. É preciso de mais e mais para me convencer. E, também, não gosto de gerar expectativas em torno de algo que eu vá ver. A questão é que &#8220;Tulpan&#8221; me surpreendeu muito. Dvortsevoy diz que faz um <strong>&#8220;cinema da vida&#8221;</strong> e realmente o que vemos na tela é tão próximo da realidade que não se sabe ao certo o que foi dirigido e o que aconteceu ali naquela paisagem desértica sem previsão. Tudo o que foi apresentado demonstrava uma experiência de vida vasta e de fato Serguey a tem, pois viajou por muitos cantos daquela região da antiga União Soviética.</p>
<p>&#8220;Tulpan&#8221; foi candidato ao <strong>Oscar de Melhor Filme Estrangeiro</strong>, em 2009. É claro que isso não é garantia de qualidade, mas é estranho como os filmes que concorrem a esse prêmio serem tão diferentes daqueles que são feitos nos <strong>Estados Unidos</strong>. A linha é tão tênue entre documentário e a ficção nesse filme cazaque e a história é tratada com uma grande delicadeza, coisa de quem respeita o homem, que sente afeto por ele.</p>
<p>Esse é o primeiro longa de Serguey Dvortsevoy. A história se passa num lugar no meio da estepe cazaque, não há indicações precisas de onde seja. O protagonista, Asa, quer ser pastor de ovelhas e ele busca um casamento, pois essa é a exigência de seu patrão para que ele possa receber um rebanho. A única jovem disponível da região, Tulpan, rejeita-o, pois alega que suas orelhas são muito grandes. Asa tenta a todo custo fazer com que ela o aceite. Numa determinada cena do filme, ele mostra à jovem o desenho que fez na gola de seu uniforme de marinheiro do <strong>Serviço Naval Russo</strong>, um costume entre eles. E algo tão simples, torna-se tão belo. Um jovem que mora no meio do nada e que ainda é capaz de sonhar.</p>
<p>Os longos planos contemplativos acompanham o cotidiano dos personagens. O elenco é composto, em sua grande parte, por atores não-profissionais. Serguey opta por usar o nome verdadeiro daquelas pessoas. Ao fazer uma comparação, pode-se dizer que sua câmera funciona como a máquina fotográfica de <strong>Cartier Bresson</strong>, pois ele parece invisível e capta momentos tão únicos quanto o fotógrafo francês. Ele está sempre no lugar certo, na hora certa. É impressionante.</p>
<p>A longa cena do parto da ovelha é um momento que para alguns pode causar um certo asco, mas que simbolicamente é um momento muito importante na vida de <strong>Asa</strong> (<span><strong>Askhat Kuchencherekov</strong>)</span>. O momento da auto-afirmação como pastor. Há também o lindo plano em que o protagonista observa sua família pela janela de um trator, ele olhando para trás e sua irmã e seu pequeno sobrinho correndo atrás do veículo, a moldura de um sonho que ele está a abandonar.</p>
<p>&#8220;Tulpan&#8221; é um belo filme que vale a pena ser visto por seu humanismo.</p>
<p><strong>#Em cartaz no <a href="http://ficbrasilia.com.br/" target="_blank">XI FIC Brasília</a>, Academia de Tênis José Farani</strong>:</p>
<p>- <em>&#8220;Tulpan&#8221;</em>, de Serguey Dvortsevoy, Cazaquistão, 2008, 100min.<br />
Sessões: sexta-feira, dia 13 de novembro, às 19h10 e sábado, dia 14 de novembro, às 19h40</p>
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		<title>Sobre a semana passada</title>
		<link>http://cinezine.com.br/festivais/sobre-a-semana-passada/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 15:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como comecei a cobertura do XI FIC Brasília somente na segunda-feira, vou falar somente agora sobre alguns filmes que vi na semana passada. A começar por &#8220;A Fita Branca&#8221; que foi o longa que passou na abertura do festival. Michael Haneke é o tipo de roteirista que não gosta de entregar o filme prontinho, fechadinho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como comecei a cobertura do <a href="http://ficbrasilia.com.br" target="_blank">XI FIC Brasília</a> somente na segunda-feira, vou falar somente agora sobre alguns filmes que vi na semana passada. A começar por <strong>&#8220;A Fita Branca&#8221;</strong> que foi o longa que passou na abertura do festival.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://www.filmofilia.com/wp-content/uploads/2009/10/the_white_ribbon_poster.jpg" alt="" width="500" height="709" /></p>
<p><a href="http://www.imdb.com/name/nm0359734/">Michael Haneke</a> é o tipo de roteirista que não gosta de entregar o filme prontinho, fechadinho e com um lacinho em volta para o espectador. E isso não é feito de uma forma desleixada e forçada. Há todo um pensamento envolvido.</p>
<p><a href="http://dasweisseband.x-verleih.de/" target="_blank">“A Fita Branca”</a> (<em>Dass Weisse Band, 2009</em>) é o filme austríaco que  ganhou a Palma de Ouro esse ano. Honestamente, não sei se merecia ganhar, pois não vi os outros, mas o filme de Haneke é belíssimo. A influência de Bergman é muito perceptível. Uma história sobre o nascimento do ódio, sobre pais e filhos e como a forma de criar a prole dificilmente muda de geração para geração, a não ser que aconteça algo, como uma Guerra pra onde todos os homens do vilarejo fatalmente irão e só sobrarão as mulheres. O que será feito desse tipo de criação?</p>
<p>O filme se passa num vilarejo alemão pouco antes da I Guerra Mundial. Estranhos eventos começam a acontecer na cidadela. Estes incidentes isolados vão tomando forma de um ritual de punição. O professor da cidade investiga o caso, tentando achar os culpados.</p>
<p>“A Fita Branca” dividiu opiniões do público em Cannes. Alguns alegaram que a quantidade de personagens confunde o espectador. Outros disseram que a fotografia de tão bela toma conta do filme e atrapalha no entendimento da história. Mas, na minha opinião, o filme austríaco é uma aula de sutileza. Um filme violentíssimo que não mostra nenhuma cena de violência, isso é admirável. A fotografia, em preto e branco, fez Haneke se aproximar ainda mais de Bergman. O gelo, o olhar das crianças, a religião, o ódio, a repressão, a criação severa, a repulsa e a crueldade, esses são alguns dos aspectos tratados na película. A fotografia só atrapalha aos maravilhados, sem ela o filme não causaria o impacto que causou, sem ela não teria como sair tão satisfeito dali. Cada quadro é uma pintura, tudo muito perfeito. Cinema é música da luz e essa foi uma sinfonia de Beethoven, nesse quesito.</p>
<p>É certo que o filme tem seus problemas, ele parece mais longo do que é, por causa da tamanha densidade da história. A narração torna-se repetitiva, a partir de um certo momento. A necessidade de tornar o professor um pouco mais importante na história cria uma historinha em paralelo que não faz diferença alguma. Porém, apesar dos pesares, “A Fita Branca” é um filme belíssimo, com alguns diálogos primorosos.</p>
<p>Um amigo, logo depois que a sessão terminou disse “Isso aproxima-se à literatura. Aproxima-se tanto que eu precisaria de mais tempo para ver esse filme.” De fato, isso não agrada a todos, mas não há como negar a beleza do filme e a sutileza de Haneke. O filme deve estrear no Brasil no ano que vem. Quando isso acontecer, não deixem de ver, de forma alguma.</p>
<p>* A estreia, no Brasil, do filme de Haneke está prevista para março de 2010.<br />
* Em breve, farei posts sobre os outros filmes que vi na semana anterior.</p>
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		<title>Um documentário fraco</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 12:48:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O documentário espanhol &#8220;La Zona de Tarkovsky&#8221;, dirigido por Salomón Shang, começa com cenas de arquivo. Pesquisei e não consegui identificar de onde eram essas imagens e, muito menos, o propósito delas. A sinopse dizia que o filme contava através de depoimentos de pessoas que trabalharam em &#8220;Solaris&#8221; a história de Andrei Tarkovsky e seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://www.notodo.com/v4/fotos/tops/top_gr_89.jpg" alt="" width="607" height="443" /></p>
<p>O <strong>documentário</strong> espanhol <strong>&#8220;La Zona de Tarkovsky&#8221;</strong>, dirigido por <strong>Salomón Shang</strong>, começa com cenas de arquivo. Pesquisei e não consegui identificar de onde eram essas imagens e, muito menos, o propósito delas. A sinopse dizia que o filme contava através de depoimentos de pessoas que trabalharam em <strong>&#8220;Solaris&#8221; </strong>a história de <strong>Andrei Tarkovsky </strong>e seus desejos cinematográficos para entender a vida por meio da película de cinema. O que apareceu na tela eram histórias de crianças russas que lutaram na II Guerra Mundial. O que aquilo tinha a ver com a história? Até agora não consegui entender.</p>
<p>Depois dessa confusão inicial, inciam-se os créditos e eles duram por uma eternidade. Juntamente com as letras, a música <strong>&#8220;The End&#8221;</strong>, do <strong>Doors</strong>. Isso não poderia ser mais lugar comum. No decorrer do filme, nota-se que tudo se alonga. Talvez tenha sido uma tentativa do diretor de aproximar o tempo de seu filme aos trabalhos de Tarkovsky ou por pura vaidade ele tenha querido transformar um curta em longa. São muitas dúvidas.</p>
<p>Porém, o filme tem aspectos positivos. Os depoimentos das pessoas que trabalharam com o diretor russo tratam da sua personalidade, do seu processo criativo, de como era trabalhar com um homem totalmente dedicado a sua arte. Aparecem também algumas imagens de Tarkovsky, ele falando de pessoas que colaboraram para sua forma de fazer cinema.</p>
<p>Além disso, nada demais. Um documentário fraco. Às vezes, eu tinha a impressão de estar a assistir ao National Geographic. Melhor dedicar seu tempo assistindo aos filmes de Andrei Tarkovsky.</p>
<p>*Ontem, aconteceu a última sessão do documentário, no <a href="http://ficbrasilia.com.br/" target="_blank">XI FIC Brasília</a></p>
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		<title>Nos confins do mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de um dia não muito bom no FIC, eu já estava desanimada para a última sessão. Porém, o filme &#8220;Os Famosos e os Duendes da Morte&#8221; de Esmir Filho superou todas as expectativas que eu não tinha criado antes da exibição. Creio que não foi à toa que o filme paulistano levou o prêmio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://img.blogs.abril.com.br/1/asetimaarte/imagens/os-famosos-e-os-duendes-da-morte.jpg" alt="" width="604" height="403" /></p>
<p>Depois de um dia não muito bom no <strong>FIC</strong>, eu já estava desanimada para a última sessão. Porém, o filme<strong> &#8220;Os Famosos e os Duendes da Morte&#8221;</strong> de <strong>Esmir Filho</strong> superou todas as expectativas que eu não tinha criado antes da exibição. Creio que não foi à toa que o filme paulistano levou o prêmio de <strong>Melhor Filme</strong> no <strong>Festival do Rio</strong>. A película é baseada no livro homônimo de <strong>Ismael Caneppele</strong>.</p>
<p>O primeiro longa de Esmir trata da história de um garoto de 16 anos, que mora numa pequena cidade alemã, no interior do <strong>Rio Grande do Sul, </strong>na região do Vale do Rio Taquari. O menino é fã de <strong>Bob Dylan</strong> e seu meio de contato com o mundo é a internet. O tédio de sua cidade gelada é bem retratado. O rapaz assiste à vídeos onde aparece uma garota e um homem. Um mistério no filme. Quem são essas figuras?</p>
<p>Nesse filme, o diretor continua com a abordagem dos seus curtas <strong>&#8220;Alguma Coisa Assim&#8221;</strong> (que ganhou prêmio de melhor roteiro em <strong>Cannes</strong>) e <strong>&#8220;Saliva&#8221;</strong>: é a tentativa de aproximar-se do universo juvenil, do que se passa na cabeça dessas personagens que estão começando a viver. O afeto, o medo, o tédio, a amizade, a morte. Esmir fez um filme muito bonito.</p>
<p>Existe uma certa proximidade, não digo que seja idêntico, com os filmes mais recentes do <strong>Gus Van Sant </strong>(<strong>&#8220;Elephant&#8221;</strong> e <strong>&#8220;Paranoid Park&#8221;</strong>)<strong> </strong>. Um universo parecido. Um quebra-cabeças. Quem são as figuras que aparecem naquelas imagens texturizadas? Uma pitada de fantasia dá o tom.</p>
<p>Jovens que moram longe de tudo tem uma tendência a querer sair dali, seja do &#8220;cu do mundo&#8221;, como diz o protagonista, seja de uma cidade seca, seja de onde for. Sempre querem fugir pra um lugar que não lhes pertence, porque acham que não pertencem ao lugar de origem. O mundo é feito disso, de pessoas que se movem. Pode ser que o jovem compre uma passagem só de ida para um grande centro, pode ser que ele sonhe em textos postado em blogs, nas músicas que baixa, nos filmes que vê. Na adolescência, há sempre aquele caminhar perto da morte, o fascínio. Não todos, mas alguns passam por isso. A ponte? Pode ser uma saída.</p>
<p>O filme é muito bem feito. Os aspectos técnicos não deixam nada a desejar, é pra gringo nenhum botar defeito. Pra não dizer que só falei de coisas boas, o filme poderia ter uns minutinhos a menos. Chega num ponto em que ele se arrasta demais. Mas só posso fazer essa ressalva. <strong>Henrique Larré</strong>, o protagonista, surpreende por sua atuação segura. O menino é talentoso, sem sombra de dúvidas.</p>
<p>Esmir não mostra a fome, a miséria, a vida nas favelas e mesmo assim está muito próximo do Brasil. Pode não ser o Brasil de todos, mas certamente é o de muita gente.</p>
<p>Ao lado de <strong>&#8220;À Procura de Eric&#8221;</strong> de <strong>Ken Loach</strong>, foi um dos melhores filmes do <strong>FIC Brasília 2009 </strong>que vi. Vale a pena ver, assim que entrar em cartaz no circuito nacional.</p>
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		<title>A comédia fraca e a grande decepção</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 14:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na tarde de ontem, assisti a comédia francesa &#8220;Coco&#8221;. Aos mais apressadinhos, não tem nada a ver com o filme que a Audrey Tatou fez sobre a Coco Chanel. O filme fala da história de Simon Bensoussan (Gad Elmaleh), conhecido por todos como Coco. Ele é um milionário excêntrico, exagerado e acha que o mundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://cine-serie-tv.portail.free.fr/nouveautes-dvd/sorties-dvd/19-07-2009/coco/coco_3.jpg" alt="" width="558" height="371" /></p>
<p>Na tarde de ontem, assisti a comédia francesa <strong>&#8220;Coco&#8221;</strong>. Aos mais apressadinhos, não tem nada a ver com o filme que a Audrey Tatou fez sobre a Coco Chanel. O filme fala da história de Simon Bensoussan (<strong>Gad Elmaleh</strong>), conhecido por todos como Coco. Ele é um milionário excêntrico, exagerado e acha que o mundo gira em torno dele. Ao sentir uma pequena dor no peito, acha que vai morrer. Coco faz da vida de todos seus amigos e da família um inferno. O que mais sofre com suas loucuras é o filho Samuel. Ele resolve organizar o maior evento do planeta &#8211; o barmitzvah de seu filho. O detalhe é que Coco quer que toda a comunidade judia aceite que a comemoração aconteça 6 meses antes da data correta, pois ele acredita que tem pouco tempo de vida.</p>
<p>Com uma sinopse assim, eu já devia ter advinhado que &#8220;Coco&#8221; não passava de uma bomba francesa. Mas entrei na sala de cinema mesmo assim. As piadas são fracas, os atores ruins, aparecem &#8220;os sete anões&#8221; usando croc. É um blockbuster francês de péssima qualidade. Ou, mais precisamente, um típico filme <em>made for TV</em>, com fotografia digna de, e que passaria na Sessão de Sábado.</p>
<p>Não vale um post sequer.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://cinemmarte.files.wordpress.com/2009/10/in.jpg" alt="" width="560" height="400" /></p>
<p>Minha grande decepção foi com <strong>&#8220;Insolação&#8221;</strong> de <strong>Felipe Hirsch</strong> e <strong>Daniela Thomas</strong>. Ao olhar retrospectivamente a carreira dos dois diretores, acreditei que o filme seria ótimo. Porém não foi o que vi no cinema.O filme tenta falar do vazio, da falta de comunicação entre as pessoas. No entanto, o vazio parece mais um vazio de ideias.</p>
<p>&#8220;Ele conta histórias de desertos amorosos. Amor e perdas, principalmente. Numa cidade vazia, castigada pelo sol, jovens e velhos confundem a sensação febril da insolação com o início delicado da paixão. Como espectros, eles vagam entre construções e campos abertos em busca do amor inalcançável.&#8221;. A sinopse é melhor do que o filme, mesmo sendo tão pretensiosa.</p>
<p>No filme, o que aparece é uma <strong>Brasília</strong> de quem não sabe o que é <strong>Brasília</strong>. Não é um simples olhar de fora, é o olhar de um cego. Digo isso não apenas pela falta de noção geográfica, mas pela falta de noção. Creio que não conheço alguém que more num prédio público ou que pegue a <strong>Ponte JK</strong> para ir do <strong>Plano Piloto</strong> para o Plano Piloto. A tentativa de representar o vazio com o vazio das ruas deixa o filme artificial. Um dos personagens ao ser questionado sobre o que as pessoas fazem em Brasília, ele respondem &#8220;Elas andam pelas ruas. Visitam a Catedral&#8221;. No mundo de quem?</p>
<p>As frases de efeito proferida pelas personagens soam falsas. O piano sentimentalóide, da trilha, causa mais tédio do que afeição, do que tristeza, do que qualquer coisa. Pedantismo e pretensão são dois aspectos do filme. Mesmo com um elenco de primeira, as atuações deixam a desejar. <strong>Leonardo Medeiros</strong>, <strong>Maria Luisa Mendonça</strong> e <strong>Paulo José</strong> não conseguiriam salvar a película sozinhos.</p>
<p>A profundidade do filme não passa da superfície. A tentativa de fazer um filme estético contribui ainda mais para isso. A fixação das crianças pelos adultos aparece mais como um equívoco, porque é forçada demais. Não há ligações, nem mesmo tênues, não há nada. Tentar europeizar ao extremo o cinema feito no Brasil é um erro primário.</p>
<p>Felipe deve ficar no teatro, onde seu trabalho é digno de respeito. Daniela tem que retomar a parceria com Walter Salles ou só ficar com Hirsch quando for para montar os lindos cenários das peças dele. O que é triste, pois &#8220;Insolação&#8221; podia ser um filme e tanto.</p>
<p>Não vale o esforço.</p>
<p><strong>#Em cartaz no <a href="http://ficbrasilia.com.br" target="_blank">XI FIC Brasília</a>, Academia de Tênis José Farani</strong>:</p>
<p>- &#8220;Coco&#8221;, de Gad Elmaleh, 95 min<br />
Sessão: dia 10 de novembro, às 19h10<br />
- &#8220;Insolação&#8221; de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, 93 min<br />
Ontem foi a última sessão.</p>
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		<title>Um festival para todos os gostos</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 13:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>@MarianaCosta</dc:creator>
				<category><![CDATA[festivais]]></category>
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		<category><![CDATA[cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Festival Internacional de Cinema de Brasília]]></category>
		<category><![CDATA[FIC]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Haneke]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, o Cinezine começou a cobertura do XI Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC. O festival que antes ficava restrito à Academia de Tênis José Farani, agora tem sessões no Centro Cultural do Banco do Brasil, o CCBB. O FIC teve início no dia 4 de novembro, com a exibição do curta &#8220;O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://macleans.files.wordpress.com/2009/05/white-ribbon1.jpg" alt="" width="577" height="324" /></p>
<p>Ontem, o Cinezine começou a cobertura do <a href="http://ficbrasilia.com.br/" target="_blank">XI Festival Internacional de Cinema de Brasília</a>, o FIC. O festival que antes ficava restrito à Academia de Tênis José Farani, agora tem sessões no Centro <a href="http://www.bb.com.br/portalbb/home21,128,128,0,1,1,1.bb" target="_blank">Cultural do Banco do Brasil</a>, o CCBB.</p>
<p>O FIC teve início no dia 4 de novembro, com a exibição do curta &#8220;O Teu Sorriso&#8221; de Pedro Freire e do longa &#8220;A Fita Branca&#8221; de Michael Haneke. O Festival vai até o dia 15 de novembro, encerrando com o filme &#8220;Coco Chanel &amp; Igor Stravinsky&#8221; de Jan Kouren.</p>
<p>Todo ano, o FIC traz à Brasília muitos filmes de vários lugares do mundo e que agrada a todos os gostos. Esse ano temos franceses, sul coreanos, austríacos, brasileiros, iranianos, argentinos, americanos, portugueses, romenos e mais alguns de outras localidades. Comédias, dramas, documentários, cinema fantástico, etc. É uma ótima oportunidade para o brasiliense ver produções que muito dificilmente entrarão em cartaz por aqui. A presença de diretores de alguns filmes também é um certo atrativo para o espectador.</p>
<p>E, no ano de 2009, o Cinezine está fazendo a cobertura do FIC. Falarei aqui sobre os filmes que vi, na semana passada e que verei no decorrer dessa semana.</p>
<h2><strong> XI FIC Brasília:</strong></h2>
<p><strong>- local:</strong> Academia de Tênis José Farani e algumas sessões no CCBB<br />
<strong>- data:</strong> de 04 a 15 de novembro<br />
<strong>- horário:</strong> de seg. a sex. as sessões começam a partir das 17h e sab. e dom. às 15h<br />
<strong>- Veja os filmes e a programação aqui:</strong> <a href="http://ficbrasilia.com.br" target="_blank">http://ficbrasilia.com.br</a><br />
<strong>- Ingressos:</strong> Na Academia, R$14 e R$7 a meia. No CCBB, R$4 e R$2 a meia.<br />
*ao comprar mais de 10 ingressos, o preço da meia cai para R$6.</p>
<p><em>*Imagem de &#8220;A Fita Branca&#8221;</em></p>
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