Grupo de estudos em cinema lança curta-metragem no interior do Paraná

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No filme, personagens vivem várias fases vida ao redor de um ‘mesmo’ lugar

“Antes de entrar no elevador, certifique-se que o mesmo encontra-se neste andar.” Essa frase, que pode ser vista em paredes de elevador, tão perturbadora para alguns, inspirou o grupo de estudos em cinema Curta Acadêmico, formado no Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), a criar o filme curta-metragem intitulado O Mesmo. O filme será lançado na quinta-feira, 20, com exibição na Sala de Eventos da Uniuv, em três horários, às 19h, 21h e 21h30; no Cine Teatro Luz o filme será exibido antes do filme que estiver em cartaz, nos domingos, 23 e 30 de novembro, às 20h.

Na frase do elevador, o emprego da expressão “o mesmo” não está correta, pois substitui um pronome de forma errada, segundo a professora Fahena Porto Horbatiuk. De acordo com o grupo de estudos Curta Acadêmico, a idéia do filme surgiu da indagação de qual a melhor maneira de demonstrar a utilização da palavra ‘mesmo’, que tem conotação de semelhança.

O curta tem aproximadamente 20 minutos de duração, e promete surpresas e suspense. A história ocorre em torno de um elevador, e a cada andar que ele para é uma fase da vida dos personagens.

A história é protagonizada pelos atores Lício Ferreira e Cíntia Calegari, da empresa Cênica Artes e Eventos. Lício e Cíntia participaram do filme Mistéryos, de Beto Carminati e Pedro Merege, que ainda não foi lançado no Brasil, mas foi apresentado na 32ª edição do Festival Internacional de Cinema de São Paulo. Stefhani Rosseto e Alexandre Neto fazem uma participação especial, interpretando a fase pré-adolescente dos protagonistas.

O grupo de estudos em cinema Curta Acadêmico é formado pelo técnico do laboratório de TV e cinema da Uniuv Wagner Bohn, que dirigiu o curta-metragem; pela jornalista Karine Livian Fryder Bohn; pela acadêmica do quarto semestre de Publicidade e Propaganda da Uniuv, Vanessa Kovalczuk; pela acadêmica do segundo semestre de Publicidade e Propaganda da Uniuv, Kiara Domit; pelo acadêmico do quinto ano de Administração da Uniuv, Luis Fernando Chinkevicz; e pelo acadêmico do terceiro ano de Jornalismo da Uniuv, Rodrigo Seccon; que trabalharam na produção do filme.

Desde junho até o início de outubro o curta-metragem foi tomando forma. Durante as reuniões realizadas às terças-feiras, após as aulas, surgiram as idéias e foi feito o roteiro da produção. “Criamos a história e a roteirização. As gravações vieram na sequência”, conta o diretor. Para Rodrigo Seccon, o mais difícil nesse tipo de trabalho é a roteirização. “Foi uma experiência muito importante para nós que participamos em todo esse processo, até a finalização do curta-metragem. Creio que as pessoas vão gostar do conteúdo do filme”, avalia.

Toda a produção teve um custo aproximado de R$ 5 mil, e tem apoio de várias pessoas, empresas e instituições, entre eles o Centro de Estudos de Engenharia e Madeira (Cemad), da Uniuv. Os acadêmicos do curso de Engenharia Industrial da Madeira, supervisionados pelo professor Roberto Pedro Bom, construíram um elevador desmontável, com chapas de compensado, para que fosse possível a gravação interna.

Para divulgar a exibição do filme, na Uniuv, a equipe do Curta Acadêmico vai montar um cenário no hall de entrada da Instituição, com o objetivo de instigar a curiosidade do público.

O gênero curta-metragem surgiu nos Estados Unidos, na década de 1910. Esse formato está em expansão no País, desde a década de 1970, com diversos concursos surgindo anualmente para a revelação de novos talentos. Esse formato é muito utilizado para a produção de animações, tem sido utilizado para documentários e filmes experimentais.

Serviço

Curta-metragem: O Mesmo
Local: Sala de Eventos da Uniuv
União da Vitória - PR
Data: 20 de novembro (quinta-feira)
Horário: 19h, 21h e 21h30
Entrada: gratuita

Local: Cine Teatro Luz
Data: 23 e 30 de novembro (domingo)
Horário: 20h (antes do filme que estiver em cartaz)

Saiba mais sobre o grupo Curta Acadêmico no blog: http://curtacademico.blogspot.com

Compasso de Espera na Semana da Consciência Negra do CineUFSCar

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Teatro Florestan Fernandes/UFSCar - Entrada Gratuita - www.cinema.ufscar.br

// Sessão Especial: SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - Dia 19/11 às 15h e 19h
COMPASSO DE ESPERA - (Brasil. 1969/1973. 98min) - Direção: Antunes Filho

Sinopse: O protagonista Jorge, um jovem poeta negro, começa a se relacionar com uma moça de família aristocrata. Para fugir das críticas eles se refugiam em uma praia distante, mas os pescadores locais também desaprovam o romance. Diante de tantas pressões, a moça parte para a Europa e o poeta se sente perdido numa sociedade na qual não consegue se inserir. Com uma estrutura psicológica complexa e sentimentos contraditórios, Jorge se questiona sobre pertencer ou não ao mundo branco que o circunda, no qual ocupa uma posição extremamente vulnerável. Não pertencendo a nenhum dos dois mundos acaba vivendo no limbo e na incerteza. Em tom amargo e pessimista, o filme se volta contra a classe média, expondo suas contradições e ambigüidades. A peculiaridade dessa película, quando comparada com conjunto dos filmes do período, é expressar o preconceito racial sem os filtros convencionais. Tal especificidade deve-se também ao fato do filme ter sido influenciado pela obra de Florestan Fernandes, especialmente através do livro A integração do negro na sociedade de classes.

Prêmios
* Melhor Argumento pela Associação Paulista de Críticos de Arte e Governador do Estado de São Paulo.
* Melhor diretor pelo Air France de Cinema.

Curiosidades:
* Único filme dirigido por Antunes Filho, um dos maiores diretores de teatro do Brasil.
* Traz um dos primeiros personagens negros de classe média no cinema brasileiro, o protagonista Jorge, interpretado pelo grande ator Zózimo Bulbul.
* O ator Zózimo Bulbul dirigiu o documentário Abolição (1988) que marcou o centenário da Abolição da Escravatura no Brasil, descrevendo várias situações enfrentadas pelos afro-descedentes brasileiros até hoje. Mesclando trechos em cores e outros em preto e branco, o diretor entrevista vários negros brasileiros e mostra que o dia 13 de maio de 1888 não foi o fim definitivo dos percalços que o povo negro passou e ainda passa. Abolição acumula prêmios em festivais em todo o mundo até hoje.

Sugestões:
http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=1389
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=699
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u446537.shtml

// Curta-metragem: CAROLINA (2003, 15 minutos)
Direção: Jeferson De
Sinopse: Brasil. Final dos anos 50. Carolina de Jesus escreve seu diário. Dentro de seu barraco ela denuncia a fome, o preconceito e a miséria. Publicada, torna-se um sucesso editorial, sendo editada em 13 línguas. Apesar do reconhecimento imediato e explosivo, a “exótica” mulher negra e ex-favelada falece pobre. Passadas algumas décadas, as palavras de Carolina continuam a ser uma denúncia contra a miséria em que se encontram milhões de pessoas.

Confira imagens e vídeos do filme no nosso sítio: www.cinema.ufscar.br

Este cineclube é afiliado à Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo e ao Conselho Nacional de Cineclubes. Mais informações: www.cineclubes.org.br
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CineUFSCar - Cineclube da Universidade Federal de São Carlos
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19º Festival de Curtas começa amanhã e promete movimentar SP

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Política Viva é o tema do 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que começa amanhã, sexta-feira, 22, e vai até o dia 29 de agosto, exibindo filmes premiados em Cannes, Clermont-Ferrand, Berlim e Veneza, em diversas salas pela capital paulista. O tema inspira mostras especiais sobre maio de 1968 e curtas militantes da década de 1980, totalizando 381 filmes de 54 países, sendo 106 brasileiros. Em 2007, foram 210 sessões com entrada gratuita nas 10 salas de exibição de São Paulo.

O Festival conta com seis programações, subdivididas nas categorias Programas Brasileiros, Mostra Internacional, Mostra Latino Americana, Mix Brasil, Programas Especiais e Atividades Paralelas, incluindo uma mostra de filmes produzidos nas Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual.

Para a Revista Roling Stone brasileira, um dos destaques será a mostra Carta Branca ao Submarino Vermelho, com filmes de cunho político, e curadoria do coletivo que nomeia a mostra, formado por estudantes de cinema. Entre os filmes estão Maranhão 66, de Glauber Rocha, encomendado por José Sarney, logo após ser eleito governador do Maranhão em 1966; e, Liberdade de Imprensa, de João Batista de Andrade, primeiro filme do cineasta, sobre a imprensa após o golpe militar de 1964. A série Maio de 68, produzida para a TV, e curtas produzidos por estudantes, também integram a programação.

ReproduçãoNa Mostra Internacional estão Eu sou Bob, ganhador do Prêmio Fernand Raynaud de melhor comédia, no Festival de Court-Métrage Clermont-Ferrand, em 2008; e, Danou-se (foto), que levou o Leão de Prata de melhor curta-metragem, na Bienal de Veneza, em 2007. A Mostra Mix Brasil traz filmes que retratam o universo gay. Entre eles estão dois filmes protagonizados por Phedra D. Córdoba, do grupo paulista Satyros: o doc Phedra e a ficção Os Sapatos de Aristeu.

Uma retrospectiva do cineasta argentino Gustavo Taretto será apresentada no programa Cinema e Espaço Urbano. Taretto estará presente na exibição de seus filmes durante o festival.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo caracteriza-se como um espaço de encontro público entre representantes e curadores de festivais internacionais, realizadores, estudantes e profissionais de audiovisual, e reune convidados de todo o País e do exterior.

A programação completa, com as salas de cinema e os horários de exibição de cada filme estão no site do evento.

“O Cinema em Cartaz” no Museu de Arte Brasileira em São Paulo

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Cartaz do filme Thesouro Perdido - DivulgaçãoUma viagem aos diferentes momentos da história da arte, do cinema e do design. É essa a proposta da exposição O Cinema em Cartaz, aberta ao público desde domingo, 10, e que vai até o dia 12 de setembro, no Salão Cultural do Museu de Arte Brasileira da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo.

A exposição está dividida em 18 seções que exibem 300 cartazes de produções nacionais e estrangeiras, desde a década de 1910 até hoje. Sunny Side (1919), Thesouro Perdido (1927), Metropolis (1927), Berlim, Sinfonia de uma Cidade (1927), E o Vento Levou (1939), O Ébrio (1946), Quando a Noite Acaba (1950), Jeca Tatu (1960), O Pagador de Promessas (1962), A Super Fêmea (1973) e Cidade de Deus (2002) são alguns dos cartazes que podem ser vistos na exposição.

De acordo com o curador da exposição, professor Rubens Fernandes Junior, é possível perceber as manifestações dos vários momentos e movimentos da vida humana por meio da iconografia desses cartazes, além de traçar uma história, sincronizando as técnicas de impressão, os diferentes estilos de representação, o design e o cinema.

Os cartazes selecionados para a mostra fazem parte da coleção da Filmoteca Faap. Uma das seções apresenta cartazes de filmes produzidos por ex-alunos e professores da Faap.

Serviço:

Exposição: “O Cinema em Cartaz”
Local: Museu de Arte Brasileira da Faap - Salão Cultural
Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Exposição: de 10 de Agosto a 12 de setembro de 2008
Horários de visitação: terça-feira a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados: 13h às 17h
Informações: 11 3662 7198
Agendamento para visitas monitoradas: 11 3662 7200

Entrada gratuita

Políticas culturais para a infância em debate

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7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis promove nesta sexta, 11 de julho, o 2º Fórum de Políticas Culturais voltadas para a Infância. Especialistas em várias áreas de atuação vão debater a apropriação das mídias pelas crianças, a democratização e o uso do audiovisual nas escolas, proposto em projeto de lei pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Há pouco mais de um mês o senador apresentou um PL que obriga escolas da rede pública a utilizar produções brasileiras em sala de aula.

Para discutir esse e outros temas do universo das boas iniciativas foram convidados Âmbar de Barros, diretora do Núcleo Infanto-Juvenil da TV Cultura (SP), Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande (CE), Ilona Hertel, do Serviço Social do Comércio (Sesc/SP), Solange Lima, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e Padre Vilson Groh, que atua com inclusão social de crianças e adolescentes na capital catarinense.

A Fundação Casa Grande, localizada em Nova Olinda, no Ceará, realiza há 15 anos um trabalho de estímulo ao protagonismo infantil e juvenil em gestão cultural. Nos laboratórios de comunicação as crianças produzem seus próprios programas de tevê e rádio, peças teatrais e livros. “Elas abordam temas como a diversidade cultural nordestina, o folclore local, as experiências das pessoas comuns e as peculiaridades do sertão”, diz o criador da iniciativa, Alemberg Quindins. O trabalho da Fundação é reconhecido internacionalmente e já foi replicado na África e Europa.

Âmbar de Barros, da TV Cultura, quer aprofundar o debate sobre o financiamento da produção audiovisual de qualidade voltada para o público infantil. Ela pretende construir uma parceria entre a emissora e a Mostra de Cinema Infantil para exibir filmes a um público mais amplo: “A maioria da população brasileira assiste tevê em canais abertos, onde a programação nacional para crianças é pífia e o conteúdo, voltado ao consumismo, à relação desigual entre gêneros. Nesse panorama a tevê pública ganha importância enorme. Buscamos parceiros que tenham a mesma preocupação com a identidade cultural brasileira”, afirma.

“Quero propor uma discussão sem medo sobre soluções criativas para distribuir a produção brasileira de cinema às crianças”, diz Solange Lima, que é membro do CNPC e preside a ABD Nacional (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas). Solange sugere que o governo, por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), invista mais na divulgação do cinema brasileiro na mídia. Ela acredita que a internet é o caminho para fazer com que os filmes infantis nacionais cheguem a mais crianças, em especial nos municípios onde não há salas de exibição.

A pedagoga Ilona Hertel, assistente de programas socioeducativos do Sesc/SP, traz para o Fórum a experiência da entidade na organização de grandes parques lúdicos em todas as 31 unidades no estado de São Paulo. “Nosso pressuposto é que esses espaços comunitários promovam a construção da autonomia e do conhecimento das crianças por meio da brincadeira, a linguagem essencial da infância”, explica. “O cinema, a literatura e o teatro precisam levar em conta que as crianças são capazes de entender o mundo, refletir e agir. São seres pensantes, inteligentes, mesmo que não dominem a linguagem verbal”.

O Padre Vilson Groh vai compartilhar sua vivência como articulador de cinco projetos voltados para a inserção social e cultural de mil crianças entre seis e 15 anos, nas comunidades Mont Serrat, Mocotó, Monte Cristo e Alto da Caieira, em Florianópolis. “Precisamos recuperar o direito à beleza da infância”, diz o religioso, para quem crianças e adolescentes ainda não são prioridade do ponto de vista das políticas estatais. O trabalho social com as crianças envolve oficinas de arte, aprendizado de informática e releitura de obras de arte, entre outras atividades.

Um documento assinado por 40 profissionais de todo o país durante os debates da 7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis será entregue à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presidente do Conselho Superior de Cinema (CSC). Produtores, diretores e distribuidores solicitam que o governo federal repasse ao cinema infantil 20% dos investimentos públicos destinados ao mercado audiovisual. O CSC é um órgão da estrutura básica da Casa Civil da Presidência da República, ao qual compete formular a política nacional do cinema, aprovar diretrizes para o desenvolvimento sustentável da indústria cinematográfica e dar forma ao Fundo do Audiovisual.

Evento: 2º Fórum de Políticas Culturais voltadas para a Infância
Data e hora: sexta-feira, 11 de julho, a partir das 9h
Local: Centro Integrado de Cultura (CIC) - Florianópolis - SC

Políticas culturais para a infância

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A partir das 9h desta sexta, 11 de julho, no Centro Integrado de Cultura (CIC), a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis promove o 2o. Fórum de Políticas Culturais voltadas para a Infância. Em debate, a democratização do acesso ao cinema, o uso do audiovisual nas escolas e a apropriação das mídias pelas crianças, entre outros assuntos.

O Fórum vai contar com a participação de Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande (CE); Âmbar de Barros, da TV Cultura (SP); Ilona Hertel, do Serviço Social do Comércio (Sesc/SP); Solange Lima, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), e do Padre Vilson Groh, idealizador do Projeto Travessia, para inclusão social de crianças na capital catarinense.

“Quero propor uma discussão sem medo sobre soluções criativas para distribuir a produção brasileira de cinema às crianças”, diz Solange Lima, que também preside a ABD Nacional (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta Metragistas). Para ela, há um nicho imenso a ocupar e as pessoas querem ver cinema infantil, mas o mercado não tem atendido a demanda. Solange observa que o problema afeta a grande maioria dos filmes nacionais, que não encontram janelas de distribuição.

Pirataria e internet

O preço alto dos DVDs é outro impeditivo para a popularização do cinema brasileiro, o que termina levando à pirataria. “A pirataria é tão organizada que, se a gente não entender como funciona esse mercado e buscar alternativas de distribuição, não há como competir”, constata. “Só 8% dos brasileiros vão a salas multiplex; os demais ou vão à locadora de vídeo ou estão pirateando”. Solange cita sua cidade, Lençóis (BA), que tem 9 mil habitantes, dos quais só 3,5 mil na sede: muitos filmes infantis não disponíveis no mercado estão à venda em cópias piratas nas calçadas.

Ela propôs ao Conselho Nacional de Cinema que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) aplique parte de sua verba para a divulgação da imagem do cinema brasileiro na mídia. “Isso é papel do governo brasileiro, e cabe às entidades como a ABD fazer uma campanha para que o brasileiro compre filmes e não pirateie. Mas a 45 reais o DVD não dá, não é?”

A conselheira do CNPC acredita que a internet é o caminho para fazer com que o cinema infantil nacional chegue a mais crianças, em especial nos municípios pequenos. Outro caminho possível é que os produtores prensem seus DVDs, paguem os impostos e façam a distribuição em pontos de venda como postos de gasolina, a exemplo do que já fazem, com sucesso, alguns cantores e bandas de música popular.

Corpo - um filme de Rossana Foglia e Rubens Rewald

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Artur é um médico legista obcecado por corpos humanos, mortos ou vivos. Mesmo trabalhando em um necrotério público, num contexto de corrupção e decadência, vai além dos diagnósticos burocráticos e faz uma profunda leitura dos corpos.

A rotina de seu trabalho é quebrada pela chegada de ossos encontrados em uma vala comum. Junto à ossada, está o corpo de uma mulher jovem, que provoca um embate no departamento: a sua supervisora, Dra. Lara, defende que o corpo é recente, sem nenhuma relação com os ossos, tidos como de vítimas do regime militar. Já Artur, pela análise do corpo, insiste que ele tem mais de 30 anos, pertence ao grupo dos ossos e que, por alguma estranha razão, se manteve preservado.

O veredito de Lara, no entanto, prevalece. E ela impõe um prazo: se o corpo não for identificado em 24 horas, será enterrado como indigente. Artur decide, então, investigar por conta própria a identidade daquele corpo. Em arquivos policiais, encontra a ficha de uma guerrilheira extremamente semelhante a ele: Teresa Prado Noth. Através do nome descoberto, Artur chega em Fernanda, filha de Teresa, que é idêntica ao corpo. No entanto, para a surpresa do legista, Fernanda diz que sua mãe está viva e propõe a ele conhecê-la. Artur aceita o convite.

Os dois empreendem uma busca caótica pela cidade em busca da mãe dela e da identificação do corpo. Paralelamente vão surgindo fragmentos da vida de Teresa. A garota morta era uma atriz de vanguarda que se transformara em guerrilheira de esquerda durante os anos 70; Helena foi a única testemunha de sua trajetória.  Uma ambigüidade se estabelece: Os fragmentos podem ser tanto reais, como criações da mente de Artur.

 Ficha Técnica
Corpo (85 min, 35mm, Cor, Dolby Digital, 2007)
Roteiro e Direção: Rossana Foglia e Rubens Rewald
Produção: Confeitaria de Cinema e Glaz Entretenimento
Produção Executiva: Paulo Boccato e Mayra Lucas
Montagem: Ide Lacreta
Fotografia: Márcio Langeani
Direção de Arte: Roberto Eiti
Som: Eduardo Santos Mendes
Música: Eduardo Queiroz

Elenco
Leonardo Medeiros, Rejane Arruda, Chris Couto, Louise Cardoso, Regiane Alves, Antônio Petrin, Sônia Guedes, Zecarlos Machado, Rogério Brito, Gustavo Machado, Doró Cross.

Online
Site: corpofilme.com.br
Blog: corpofilme.com.br/blog
YouTube: http://br.youtube.com/watch?v=-NH-yXSugtc

Das Tripas Coração, no Cineclube Rogério Sganzerla

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Das Tripas Coração, 05/06

O filme do módulo “Cinema Brasileiro II” é Das Tripas Coração, um filme de Ana Carolina, 1982, com 100 minutos de duração.

Sinopse:
Por problemas econômicos e administrativos, colégio religioso para moças sofre intervenção do governo. Enquanto espera na sala de reuniões para comunicar o fato aos responsáveis pela escola, o interventor dorme e tem início um louco sonho envolvendo professores, alunas e outros personagens. Tudo regado a sexo e masturbação.

Esta sessão do Cineclube Rogério Sganzerla acontecerá dia 05/06, quinta-feira, às 18h30, no auditório do bloco B do Centro de Comunicação e Expressão, UFSC.

O Cineclube Rogério Sganzerla é um projeto de extensão realizado por alunos do curso de Cinema da UFSC. Tem o apoio do LEC (Laboratório de Estudos de Cinema) e do CACine (Centro Acadêmico do curso de Cinema). O projeto tem como proposta a exibição temática de filmes seguida por debate.

Site: www.cineclube.ufsc.br

Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=22215171

L.A.P.A, novo filme de Cavi Borges e Emílio Domingos no Mate com Angu

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A força do rap em noite de gala!

L.A.P.A.
Novo filme de Cavi Borges e Emílio Domingos, L.A.P.A é um filme documental sobre a LAPA: bairro boêmio do Rio de Janeiro, tradicional reduto de sambistas. Hoje é também, ponto de encontro de MCs e do rap.

Veja o trailer no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=C3zTQqqlvBU

L-A-P-A: um filme sobre o bairro da Lapa. Um filme sobre o Rap carioca.

Direção: Cavi Borges e Emílio Domingos
Empresas Produtoras: Cavídeo e Virtual Filmes;
Produzido por: Cavi Borges e Gustavo Pizzi;
Produtores Executivos: Cavi Borges e Paulo Rodrigues Alves;
Fotografia: Paulo Castiglioni e Tiago Scorza;
Montagem: Gustavo Pizzi;
Som Direto: Bruno Espirito Santo e Michel Messer;
Produtora Associada: Roberta Sauerbronn;
Assistente de Produção: Lara Frigotto; Design Gráfico: Pedro Rossi e Gabriel Durán, Tratamento de Imagem: Leonardo Halal; Imagem de Arquivo: Gustavo Melo, Rubinho e Zé Mario, Still: Mauro Kury e Miila Derzett; Mixagem: Francisco Slade

Exibição seguida de show eletrizante. Perde não!

Dia 28/05/2008 20h
Local: Lira de Ouro
Rua Sebastião de Oliveira, 72. Centro de Caxias, próximo ao calçadão, paralela à Nilo Peçanha
Entrada franca

www.matecomangu.com.br

A mulher de todos, quarta, CineUFSCar, especial maio 1968

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A MULHER DE TODOS (comédia,1969, 80 min., dir. Rogério Sganzerla)

A ninfômana Ângela Carne e Osso, inimiga número um dos homens, rompe com seu último ‘caso’ e passa o fim de semana na exótica Ilha dos Prazeres. Lá, encontra o playboy Vampiro e o jovem Armando. Seu marido, o extravagante milionário Doktor Plirtz, proprietário de uma empresa que edita histórias em quadrinhos, decide contratar um detetive particular para comprovar a fidelidade da esposa. “A mulher do boçais” quer consumir homens a curto prazo, abandonando-os depois.

Prêmios:
* Prêmio de Mellhor Montagem e de Melhor Atriz para Helena Ignez, no IV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF em 1968.
* Melhor Atriz no III Festival de Cinema de Marília, SP, em 1969.

Curta-metragem
* O GURU E OS GURIS (Jairo Ferreira, 1973, 12’)

Documentário sobre Maurice Legeard (1922-1997), o mítico fundador da Cinemateca de Santos, e sua paixão pelo cinema. Crítico e realizador, Legeard foi ainda um dos gurus do cineclubismo brasileiro como atividade de vanguarda. O Guru e os Guris, “para além dos belos planos da cidade praiana tem situações memoráveis como a seqüência numa mesa de bar repleta de cervejas reunindo várias pessoas e o cineclubista afirmando com a voz bastante alterada que a bebida nunca atrapalhou o seu trabalho” (Arthur Autran).

Convidados para o Debate:
Profª. Josette Monzani (DAC/UFSCar) e Prof. Alessandro Gamo (DAC/UFSCar).

Sugestões:
* Cinema de Invenção – Entrevista com Jairo Ferreira.
http://cinema-de-invencao.blogspot.com/2007/04/entrevista-com-jairo-ferreira.html

* Livro: CINEMA DE INVENÇÃO
Autor: Jairo Ferreira.
Editora: Limiar, 2000.

Blindness: O filme foi exibido em DCP em Cannes

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Para ser exibido no festival Cannes, um longa metragem pode ser entregue em dois formatos. Uma cópia 35mm ou em DCP, como foi a opção de “Blindness”. DCP, ou Digital Cinema Package é, como o nome já diz, um pacote de dados. Este pacote contém informações de imagem, som e legendas comprimidas e encriptadas e foi produzido para Blindness na Technicolor Los Angeles.

A produção desse DCP envolveu diversas empresas e profissionais em diversos países. As imagens foram enviadas pela Technicolor Toronto, onde o filme foi finalizado. Na Álamo, em São Paulo, onde o filme foi mixado, foi produzido um Print Master específico para o DCP. Esse Print Master também foi enviado para Los Angeles. As legendas em francês foram desenvolvidas em Paris.

Em Los Angeles, todas as informações foram reunidas, comprimidas e encriptadas. Todo esse processo foi acompanhado de perto por Jim Fleming (colorista de Blindness) e David McCallum (editor de diálogos de Blindness) para garantir som e imagem perfeitos para a exibição, além da SVP de Pós Produção da MIramax Films, juntamente com um profissional francês, que pôde confirmar a precisão das legendas.

Utilizando um disco rígido, o material foi transportado até a França, juntamente com um drive de Backup. Em Cannes, os arquivos são transferidos para um servidor, de onde forão projetados através de um projetor digital de alta definição, garantindo a manutenção de luz e cor definidas por Fernando Meirelles e César Charlone.

Fonte: O2 filmes (o2filmes.com.br)

Filme catarinense premiado no festival de cinema na Argentina

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“O Mundo em Duas Voltas” vence o I Cine Fest Brasil Buenos Aires

- O documentário em longa-metragem “O Mundo em Duas Voltas”, de David Schurmann, ganhou o troféu Lente de Cristal de melhor filme na opinião do público no I Cine Fest Brasil-Buenos Aires. O anúncio foi feito na noite de ontem, no Cine Recoleta Village, que desde o dia 8 exibiu 12 longas-metragens nacionais na mostra competitiva.

Roteiro
O Mundo em Duas Voltas traça um paralelo entre a primeira volta ao mundo, feita pelo navegador Fernão de Magalhães, que em 1519 liderou uma das mais fantásticas aventuras navais de todos os tempos e  no final comprovou que a terra era redonda, e a viagem que a família Schurmann fez em 1997, seguindo a mesma rota de Magalhães. O filme emocionou espectadores como o uruguaio residente em Buenos Aires, Gastán Gutiérrez, que desde os tempos de Glauber Rocha não assitia uma produção brasileira. “Fiquei com vontade de sair do cinema e rodar o mundo como eles. Tenho uma grande amiga brasileira, gosto muito do Brasil e fico feliz em poder assistir os novos filmes que vêm de lá”, disse.

O I Cine Fest Brasil-Buenos Aires foi considerado um sucesso pelo público, pelos produtores locais e pela diretoria do Circuito Inffinito de Festivais, que realiza mostras de filmes brasileiros pelo mundo. “O Festival foi responsável por 20% da ocupação do Cine Village Recoleta, que conta com 16 salas de cinema. E neste fim de semana, superou a bilheteria de blockbusters como Meteoro e Speedy Racers”, conta a coordenadora do complexo, Silvina Baum.

A diretora do Grupo Inffinito, Viviane Spinelli, já faz planos para a próxima edição. “Em 2009 vamos ampliar a estrutura do Festival promovendo debates entre diretores, produtores e estudantes brasileiros e argentinos. E além de preencher essa lacuna que existe na exibição de filmes brasileiros aqui, vamos fomentar negócios no mercado audiovisual latino-americano”, adianta Viviane.

Esta primeira edição já está rendendo frutos. O coreano Song Hee, exportador de filmes da América Latina para cinema e TV na Coréia está de olho em Alucinados, do Roberto Santucci. “Esse festival chegou na hora certa. Há tempos tenho interesse em comprar filmes brasileiros, mas não tinha acesso a eles. Na Coréia há uma lei que garante cotas de exibição para filmes locais e latino-americanos. Hollywood não domina as salas de exibição coreanas”, explica.

O filme Polaroides Urbanas, de Miguel Falabella, encerrou a programação do festival na noite de ontem, em exibição hors-concours, que contou com a presença da produtora Paula Barreto. “Participo deste circuito desde a primeira edição, em Miami, e fico muito feliz em ver como o cinema brasileiro é bem recebido em todos os lugares por onde passa”.

Fonte: Palavra Assessoria de Comunicação / acontecendo aqui.

Hoje, A Lira do Delírio no Cineclube Rogério Sganzerla

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A Lira do Delírio (Walter Lima Jr. - 1978)
Brasil / 105 min / Drama

Após o sequestro de seu filho durante o carnaval, uma dançarina de boate pede ajuda a um amigo jornalista. Eles fazem uma volta no tempo, a um carnaval passado, pois ali pode estar o responsável pelo crime.
Quinta-feira (15) às 18h30.

Local: Auditório do CCE - Bloco B - Campus Trindade, UFSC.
Valor: gratuito.

BLINDNESS: Estréia no Festival de Cannes

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via @ricardo_tromm

O novo filme do Fernando Meirelles. O filme dirigido pelo brilhante diretor de Cidade de Deus foi escolhido para a abertura do 61º Festival Internacional de Cinema de Cannes. Vamos ver o que diz a crítica especializada.

(Na foto Fernando Meirelles no centro, com o roteirista Don McKellar, Alice Braga, Julianne Moore e Gael García Bernal, durante a entrevista coletiva)

“O melhor filme de abertura da mostra nos últimos cinco anos” - O Globo, sobre como a crítica internacional avalia o filme

“Ensaio sobre a cegueira é assombroso” - Rodrigo Fonseca, do Blog do Bonequinho O Globo

“Ousado e magistral” - The Guardian

“O cineasta pegou o romance apocalíptico de Saramago e transformou em um suspense cheio de ritmo, que desafia e arrepia”- The Guardian

“Uma fábula cruel, política e cerebral” - Hollywood Reporter

 “…fazem um bom trabalho para salvar um filme que, ao tentar ser fiel demais ao texto original, cai na monotonia” - Telegraph, sobre as atrizes Julianne Moore e Alice Braga

 ”Apesar da forte atuação de Julianne Moore, o drama poucas vezes atinge a força visceral, o espectro trágico e a ressonância humana da prosa de Saramago” - Variety

 

 

 ”O trabalho mais lúcido e coeso esteticamente da carreira do diretor de Cidade de Deus” - Rodrigo Fonseca, do Blog do Bonequinho dO Globo

Fonte: Diego Reigoto (polaroidescriticas.blogspot.com)

O Ritual dos Sádicos, hoje no Cineclube Rogério Sganzerla

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Cinezine vai assistir Zé do Caixão hoje no Cineclube Rogério Sganzerla, 18:30 no auditório do CCE, campus Trindade da UFSC, Florianópolis.

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O Ritual dos Sádicos

Um renomado psiquiatra injeta doses de LSD em quatro voluntários com o objetivo de estudar os efeitos do tóxico sob a influência da imagem de Zé do Caixão. O personagem aparece de maneira diferente nos delírios psicodélicos e multicoloridos de cada um, misturando sexo, perversão, sadismo e misoginia. Interrogado por um grupo de intelectuais, o psiquiatra faz uma revelação surpreende que os obriga a questionar suas convicções. Conhecido também como ‘O Despertar da Besta’.

Leitura complementar importante no contracampo.

Quando:
Normalmente às quintas-feiras.

Horário:
Sempre às 18h30.

Onde:
Auditório do CCE - Bloco B
Campus Trindade, UFSC.

Polkadots
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