Compasso de Espera na Semana da Consciência Negra do CineUFSCar

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Teatro Florestan Fernandes/UFSCar - Entrada Gratuita - www.cinema.ufscar.br

// Sessão Especial: SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - Dia 19/11 às 15h e 19h
COMPASSO DE ESPERA - (Brasil. 1969/1973. 98min) - Direção: Antunes Filho

Sinopse: O protagonista Jorge, um jovem poeta negro, começa a se relacionar com uma moça de família aristocrata. Para fugir das críticas eles se refugiam em uma praia distante, mas os pescadores locais também desaprovam o romance. Diante de tantas pressões, a moça parte para a Europa e o poeta se sente perdido numa sociedade na qual não consegue se inserir. Com uma estrutura psicológica complexa e sentimentos contraditórios, Jorge se questiona sobre pertencer ou não ao mundo branco que o circunda, no qual ocupa uma posição extremamente vulnerável. Não pertencendo a nenhum dos dois mundos acaba vivendo no limbo e na incerteza. Em tom amargo e pessimista, o filme se volta contra a classe média, expondo suas contradições e ambigüidades. A peculiaridade dessa película, quando comparada com conjunto dos filmes do período, é expressar o preconceito racial sem os filtros convencionais. Tal especificidade deve-se também ao fato do filme ter sido influenciado pela obra de Florestan Fernandes, especialmente através do livro A integração do negro na sociedade de classes.

Prêmios
* Melhor Argumento pela Associação Paulista de Críticos de Arte e Governador do Estado de São Paulo.
* Melhor diretor pelo Air France de Cinema.

Curiosidades:
* Único filme dirigido por Antunes Filho, um dos maiores diretores de teatro do Brasil.
* Traz um dos primeiros personagens negros de classe média no cinema brasileiro, o protagonista Jorge, interpretado pelo grande ator Zózimo Bulbul.
* O ator Zózimo Bulbul dirigiu o documentário Abolição (1988) que marcou o centenário da Abolição da Escravatura no Brasil, descrevendo várias situações enfrentadas pelos afro-descedentes brasileiros até hoje. Mesclando trechos em cores e outros em preto e branco, o diretor entrevista vários negros brasileiros e mostra que o dia 13 de maio de 1888 não foi o fim definitivo dos percalços que o povo negro passou e ainda passa. Abolição acumula prêmios em festivais em todo o mundo até hoje.

Sugestões:
http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=1389
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=699
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u446537.shtml

// Curta-metragem: CAROLINA (2003, 15 minutos)
Direção: Jeferson De
Sinopse: Brasil. Final dos anos 50. Carolina de Jesus escreve seu diário. Dentro de seu barraco ela denuncia a fome, o preconceito e a miséria. Publicada, torna-se um sucesso editorial, sendo editada em 13 línguas. Apesar do reconhecimento imediato e explosivo, a “exótica” mulher negra e ex-favelada falece pobre. Passadas algumas décadas, as palavras de Carolina continuam a ser uma denúncia contra a miséria em que se encontram milhões de pessoas.

Confira imagens e vídeos do filme no nosso sítio: www.cinema.ufscar.br

Este cineclube é afiliado à Federação de Cineclubes do Estado de São Paulo e ao Conselho Nacional de Cineclubes. Mais informações: www.cineclubes.org.br
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CineUFSCar - Cineclube da Universidade Federal de São Carlos
Projeto de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão da UFSCar
Telefone: + 55 16 3351 8909
Email: cineufscar@ufscar.br
Sítio: www.cinema.ufscar.br
Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4694894

Projeto debate relação entre cinema e literatura

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Após exibição, haverá debate sobre o filme

Dica da @dora_

Será lançado nesta sexta-feira, 3/10, às 18h, o projeto ´Cinema, Chá & Cultura`. A atividade é gratuita e aberta a interessados em cinema, teatro, chá, textos, sabores e conversas. Promovida pela Fundação Cultural Badesc e Cultura Inglesa de Florianópolis, com colaboração de diversas universidades, a iniciativa vai permitir a realização de encontros mensais com exibição de filmes relativos à cultura inglesa e à adaptação de obras literárias para o cinema.

Para os idealizadores da atividade, os professores Anelise Corseuil (Centro de Comunicação e Expressão da UFSC), Brígida de Miranda e Leon de Paula (Ceart/Udesc) e Maria Cecília Coelho (Coordenadoria Geral de Especialização, Aperfeiçoamento e Extensão /PUC-SP) será uma oportunidade para assistir a filmes e dialogar sobre as relações entre literatura e cinema, principalmente a literatura dramática.

Para a primeira sessão foi escolhido o filme Titus (J. Taymor, 1999, falado em inglês com legendas em português), uma adaptação da tragédia Titus Andronicus, de Shakespeare. Como debatedor foi convidado o professor José Ronaldo Faleiro, titular do curso de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina e um entusiasta das obras de William Shakespeare e Julie Taymor.

Titus foi a estréia no cinema da americana Julie Taymor, que também adaptou o roteiro (ela já havia montado a peça em 1994). Posteriormente Taymor dirigiu Frida e Across The Universe (sobre a música dos Beatles), e atualmente termina A Tempestade. Famosa pela montagem de Rei Leão (na Broadway), a aclamada diretora usou como cenário de seu Shakespeare regiões da Itália e Croácia e escolheu Dante Ferretti para direção de arte e Milena Canonero para figurino (indicado ao Oscar). Titus é protagonizado por Anthony Hopkins e tem no elenco Jessica Lange (Tamora), Laura Fraser (Lavinia), Harry Lennix (Aaron), Jonathan Myers (Chiron), Matthew Myers (Demétrius), Alan Cumming (Saturnius) e Angus MacFadyen (Lucius), dentre outros.

Mais informações:
Fundação BADESC: Rua Visconde de Ouro Preto, 216 – Florianópolis – 3224-8846 / fundacaocultural@badesc.gov.br
Cultura Inglesa: Rua Rafael Bandeira, 335 - Florianópolis – 3224-2696
recepcaofln@culturainglesa-sc.com.br

Também com a professora Anelise Courseuil: corseuil@cce.ufsc.br

DESBITOLA - Ciclo de Debates do Cinema Goiano

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Da arte de fazer filmes sem dinheiro ou sobre como nos tornamos foras-da-lei.

Produções de baixo orçamento, independente e trash – convergências e diferenças nos filmes produzidos sem recursos financeiros no 8º Desbitola

Por Lígia Benevides

Cinema de guerrilha. A câmera pode ser uma arma. Filmes fora-da-lei. O cinema independente existe e resiste. É possível fazer filmes com (muito) pouco dinheiro? Cinema de amadores ou de inventivos? Qual a diferença entre ser trash e ser independente?

O ciclo do Desbitola continua girando e coloca na roda três produções expressivas do cinema independente produzido em Goiânia. O público poderá conferir, no dia 28 de julho, a partir das 20 horas, no Cine Cultura, os curtas O Pequi (fic, 5 min, 2006), de Rodrigo Assis Horse; Adilsin Gente Fina (fic, 7 min, 2005), de Januário Leal; e Só as Éguas são Felizes (fic, 4 min, 2006), de Vander Veget e Bruno Lopes.

Os filmes em exibição já foram a público em Goiânia no FestCine Goiânia e na Mostra Trash!, e também estão disponíveis no YouTube, um dos principais veículos de difusão de filmes independentes. Adilsin Gente Fina contabiliza mais de 50 mil visitas no site, e Só as Éguas são Felizes foi exibido no Festival Mix Brasil, em 2006. O Pequi conta ainda com mais dois filmes, que completam a trilogia.

Todos os filmes em exibição foram produzidos de forma independente, isto é, sem recursos financeiros advindos de editais de fomento à cultura. Porém, mais do que terem sido feitos sem cachês para a equipe e elenco, os filmes possuem temáticas sui generis, que caracterizam os filmes mais por seu conteúdo do que pela maneira como foram produzidos. Ou seja, em termos de independência, podemos questionar um filme quanto sua forma de produção e do roteiro que ele propõe. Quem assistir poderá questionar: será que algum desses filmes passaria por uma comissão de seleção de editais, dado aos polêmicos roteiros em questão, quando até mesmo uma sinopse pode ser alvo de censura?

Pela temática, o curta O Pequi se enquadra na categoria trash: seres de outro planeta se utilizam de pequis para infiltrar na sociedade; pela independência financeira, temos Adilsin Gente Fina; e pelo roteiro temos Só as Éguas são Felizes.

A estética do cinema trash é famosa no Brasil pelas produções do cineasta José Mojica Marins, o Zé da Caixão. Sangue escorrendo, tripas para fora, cenas noturnas e obscuras, vampiros, monstros e afins caracterizam a vertente terror, tão cara ao cinema trash. Por outro lado, no boca-a-boca do dia-a-dia, a expressão filme trash pode se referir a histórias com conteúdos “politicamente incorretos”, ou que simplesmente tenham sido feitos de forma independente, sem dinheiro, com equipe formada por amigos que em uma tarde gravam e em outra tarde editam.

Produtor musical e idealizador da Mostra Trash! – festival de filmes independentes – o debatedor convidado para esta edição, Márcio Jr., estará presente para falar sobre essas e outras questões com os diretores convidados. Formado na UFG em Engenharia, com mestrado em Comunicação Social pela UnB, Márcio Jr. é professor universitário, sócio-fundador da Monstro Discos e cinéfilo de carteirinha.

Como diria o realizador independente CarlosMagno Rodrigues, de Minas Gerais: Mini-DV = AK-47.

Vamos discutir o cinema goiano?

Programação – 28 de Julho de 2008

O Pequi (fic/5′/2006) - Direção: Rodrigo Assis “Horse”
Seres de outro planeta com o intuito de dominação da Terra utilizam o pequi como forma de se infiltrar na nossa sociedade.

Adilsin Gente Fina (fic/7′15/2005) - Direção: Januário Leal
O cúmulo da comédia de costumes. O ser humano condicionado ao mais baixo calão da ira: o mau-humor. Grotesco e sublime. O puro espírito do expressionismo de Carlão como Adilson Leonardo, o arrogante.

Só As Éguas São Felizes (fic/4′/2006) - Direção: Vander Veget e Bruno Lopes
Diálogo entre mãe e filho acerca da sexualidade, dividido em três fases distintas, acompanhado ora por um bom sarcasmo, ora pela mais pura sinceridade.

8º Desbitola – Ciclo de Debates do Cinema Goiano
O Cinema Independente

Dia 28 de Julho (segunda-feira) - 20 horas

Cine Cultura
Entrada Franca
Realização: nÓis produções, Frita Filmes, Fractal Filmes, Traktana Filmes e Lídia Stock

Mesa de Mídia Ativista no Fórum Humanista Brasileiro

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Nesta 3º edição do Fórum Humanista Brasileiro daremos continuidade ao trabalho da Mesa de Mídia Ativista que vem acompanhando o Fórum desde sua primeira edição em 2006.

Nesses 2 anos que passaram, muitas experiências, compreenssões e propostas foram surgindo.

Vemos que em diversos pontos do Brasil, grupos e pessoas estão se organizando na direção de construir um futuro melhor. E é importante para este processo de transformação social e pessoal que este canto, que parte do profundo de cada ser humano possa se fortalecer ganhando seu espaço e chegando a cada vez mais pessoas.

Chamamos de mídia ativista, estes novos veículos ou produções que permitem a circulação dessa informação ativista e alternativa.
Este tipo de mídia que vem sendo construída há muito tempo por pessoas, movimentos e organizações sociais e contribui muito para esses processos de transformação, pois parte dessa necessidade que cada vez se faz mais crescente, de criar meios de comunicar à todos pontos de vistas e propostas de ações que superem a dor e o sofrimento humano. Meios que expressem, nesse momento de muita violência, nossas necessidades, anseios, inquietudes e melhores aspirações. Ativando em quem vê, a possibilidade de mudança.

Atualmente, os grandes meios bombardeiam milhares de pessoas com sua informação manipulada e distorcida contribuindo, assim, na formação de uma cultura consumista, indiferente, alienada, individualista e desilusionada.

Por isso essas novas mídia, que vêem quem recebe sua informação, não como um número ou um mero consumidor, e sim, como um ser humano, são ferramentas importantes que podem ATIVAR os melhores pensamentos, sentimentos e ações no mundo. E permitem que cada pessoa levante sua voz, sendo mídia, fazendo mídia.

A mesa de mídia, então, trabalhará desde agora numa Jornada de Mídia Ativista onde reuniremos pessoas e organizações para aprofundar propostas para a mesa no III FHB, de como fortalecer e inspirar a mídia ativista.

Para isso organizaremos os seguintes pontos de encontro:
- Encontros quinzenais: 01/07, 15/07, 29/07 e 12/08.
Programação: 18hs - mostra de vídeos ativistas e 19hs - Encontro de preparação das propostas de intercâmbio (eixos ou sub-temas) para a mesa de Mídia Ativista (conectaremos através do skype para outros estados)
Endereço de conexão via skype: denisehumanista
- Evento de Mídia Ativista com oficinas, exposições e bate-papos no dia 09/08

A mesa está aberta! Todos estão convidados a se somar!

Políticas culturais para a infância em debate

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7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis promove nesta sexta, 11 de julho, o 2º Fórum de Políticas Culturais voltadas para a Infância. Especialistas em várias áreas de atuação vão debater a apropriação das mídias pelas crianças, a democratização e o uso do audiovisual nas escolas, proposto em projeto de lei pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Há pouco mais de um mês o senador apresentou um PL que obriga escolas da rede pública a utilizar produções brasileiras em sala de aula.

Para discutir esse e outros temas do universo das boas iniciativas foram convidados Âmbar de Barros, diretora do Núcleo Infanto-Juvenil da TV Cultura (SP), Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande (CE), Ilona Hertel, do Serviço Social do Comércio (Sesc/SP), Solange Lima, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e Padre Vilson Groh, que atua com inclusão social de crianças e adolescentes na capital catarinense.

A Fundação Casa Grande, localizada em Nova Olinda, no Ceará, realiza há 15 anos um trabalho de estímulo ao protagonismo infantil e juvenil em gestão cultural. Nos laboratórios de comunicação as crianças produzem seus próprios programas de tevê e rádio, peças teatrais e livros. “Elas abordam temas como a diversidade cultural nordestina, o folclore local, as experiências das pessoas comuns e as peculiaridades do sertão”, diz o criador da iniciativa, Alemberg Quindins. O trabalho da Fundação é reconhecido internacionalmente e já foi replicado na África e Europa.

Âmbar de Barros, da TV Cultura, quer aprofundar o debate sobre o financiamento da produção audiovisual de qualidade voltada para o público infantil. Ela pretende construir uma parceria entre a emissora e a Mostra de Cinema Infantil para exibir filmes a um público mais amplo: “A maioria da população brasileira assiste tevê em canais abertos, onde a programação nacional para crianças é pífia e o conteúdo, voltado ao consumismo, à relação desigual entre gêneros. Nesse panorama a tevê pública ganha importância enorme. Buscamos parceiros que tenham a mesma preocupação com a identidade cultural brasileira”, afirma.

“Quero propor uma discussão sem medo sobre soluções criativas para distribuir a produção brasileira de cinema às crianças”, diz Solange Lima, que é membro do CNPC e preside a ABD Nacional (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas). Solange sugere que o governo, por meio da Agência Nacional do Cinema (Ancine), invista mais na divulgação do cinema brasileiro na mídia. Ela acredita que a internet é o caminho para fazer com que os filmes infantis nacionais cheguem a mais crianças, em especial nos municípios onde não há salas de exibição.

A pedagoga Ilona Hertel, assistente de programas socioeducativos do Sesc/SP, traz para o Fórum a experiência da entidade na organização de grandes parques lúdicos em todas as 31 unidades no estado de São Paulo. “Nosso pressuposto é que esses espaços comunitários promovam a construção da autonomia e do conhecimento das crianças por meio da brincadeira, a linguagem essencial da infância”, explica. “O cinema, a literatura e o teatro precisam levar em conta que as crianças são capazes de entender o mundo, refletir e agir. São seres pensantes, inteligentes, mesmo que não dominem a linguagem verbal”.

O Padre Vilson Groh vai compartilhar sua vivência como articulador de cinco projetos voltados para a inserção social e cultural de mil crianças entre seis e 15 anos, nas comunidades Mont Serrat, Mocotó, Monte Cristo e Alto da Caieira, em Florianópolis. “Precisamos recuperar o direito à beleza da infância”, diz o religioso, para quem crianças e adolescentes ainda não são prioridade do ponto de vista das políticas estatais. O trabalho social com as crianças envolve oficinas de arte, aprendizado de informática e releitura de obras de arte, entre outras atividades.

Um documento assinado por 40 profissionais de todo o país durante os debates da 7ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis será entregue à ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presidente do Conselho Superior de Cinema (CSC). Produtores, diretores e distribuidores solicitam que o governo federal repasse ao cinema infantil 20% dos investimentos públicos destinados ao mercado audiovisual. O CSC é um órgão da estrutura básica da Casa Civil da Presidência da República, ao qual compete formular a política nacional do cinema, aprovar diretrizes para o desenvolvimento sustentável da indústria cinematográfica e dar forma ao Fundo do Audiovisual.

Evento: 2º Fórum de Políticas Culturais voltadas para a Infância
Data e hora: sexta-feira, 11 de julho, a partir das 9h
Local: Centro Integrado de Cultura (CIC) - Florianópolis - SC

Políticas culturais para a infância

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A partir das 9h desta sexta, 11 de julho, no Centro Integrado de Cultura (CIC), a 7a. Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis promove o 2o. Fórum de Políticas Culturais voltadas para a Infância. Em debate, a democratização do acesso ao cinema, o uso do audiovisual nas escolas e a apropriação das mídias pelas crianças, entre outros assuntos.

O Fórum vai contar com a participação de Alemberg Quindins, da Fundação Casa Grande (CE); Âmbar de Barros, da TV Cultura (SP); Ilona Hertel, do Serviço Social do Comércio (Sesc/SP); Solange Lima, do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), e do Padre Vilson Groh, idealizador do Projeto Travessia, para inclusão social de crianças na capital catarinense.

“Quero propor uma discussão sem medo sobre soluções criativas para distribuir a produção brasileira de cinema às crianças”, diz Solange Lima, que também preside a ABD Nacional (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta Metragistas). Para ela, há um nicho imenso a ocupar e as pessoas querem ver cinema infantil, mas o mercado não tem atendido a demanda. Solange observa que o problema afeta a grande maioria dos filmes nacionais, que não encontram janelas de distribuição.

Pirataria e internet

O preço alto dos DVDs é outro impeditivo para a popularização do cinema brasileiro, o que termina levando à pirataria. “A pirataria é tão organizada que, se a gente não entender como funciona esse mercado e buscar alternativas de distribuição, não há como competir”, constata. “Só 8% dos brasileiros vão a salas multiplex; os demais ou vão à locadora de vídeo ou estão pirateando”. Solange cita sua cidade, Lençóis (BA), que tem 9 mil habitantes, dos quais só 3,5 mil na sede: muitos filmes infantis não disponíveis no mercado estão à venda em cópias piratas nas calçadas.

Ela propôs ao Conselho Nacional de Cinema que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) aplique parte de sua verba para a divulgação da imagem do cinema brasileiro na mídia. “Isso é papel do governo brasileiro, e cabe às entidades como a ABD fazer uma campanha para que o brasileiro compre filmes e não pirateie. Mas a 45 reais o DVD não dá, não é?”

A conselheira do CNPC acredita que a internet é o caminho para fazer com que o cinema infantil nacional chegue a mais crianças, em especial nos municípios pequenos. Outro caminho possível é que os produtores prensem seus DVDs, paguem os impostos e façam a distribuição em pontos de venda como postos de gasolina, a exemplo do que já fazem, com sucesso, alguns cantores e bandas de música popular.

Vídeo-debate-exposição sobre a invasão do Haiti

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A exposição de fotos de denúncia contra as violações dos Direitos Humanos no Haiti já está aberta no CES. Além das fotos (de vários autores), também está a mostra relatos por escrito de haitianos.

No sábado, 28/06 (sábado), às 17h, passaremos no Cineclube do CES o documentário “Haiti: Soberania e dignidade” de 2007, feito pelo Comitê Internacional de Solidariedade ao Haiti. O filme mostra a ação das tropas de “paz” da ONU (incluindo o exército brasileiro cedido gentilmente pelo governo Lula) para conter as manifestações contra a alta nos preços dos alimentos e o que o povo haitiano tem feito para sobreviver.

Após a exibição, faremos um debate sobre o assunto com a presença do haitiano, radicado no Brasil há 3 anos, Alvance Kanga, estudante de sociologia e integrante de organizações de apoio as comunidades no Haiti atingidas pela guerra. Também estará presente o professor da PUC Adilson José Gonçalves, membro do Comitê de Solidariedade aos Povos do Haiti.

Depois do debate terá uma confraternização com direito à música haitiana.

Domingão: Feijoada vegetariana + Cineclube “Terráqueos”

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O Coletivo de Vegetarianos de Santos, convida a todos para participar de sua primeira atividade de divulgação e debate do vegetarianismo. No próximo domingo, dia 22/06, iremos oferecer uma feijoada vegetariana e exibiremos o documentário “Terráqueos”, no Centro dos Estudantes de Santos (Av. Ana Costa nº 308). O almoço começara às 14h e o cineclube às 15h30. Ápos o filme, faremos um debate sobre o tema. Contamos com a presença de todos!!!

1º prato: R$5
Repetição: R$2
Mupy: R$1

Data: 22/06/08 (domingo)
Horário: 14h
Local: CES - Centro dos Estudantes de Santos (Av. Ana Costa 308 - próximo ao Extra-Santos)

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No dia 28/06 (sábado), às 17h, passaremos no Cineclube do CES o documentário “Haiti: Soberania e dignidade” de 2007, feito pelo Comitê Internacional de Solidariedade ao Haiti. O filme mostra a ação das tropas de “paz” da ONU (incluindo o exército brasileiro cedido gentilmente pelo governo Lula) para conter as manifestações contra a alta nos preços dos alimentos e o que o povo haitiano tem feito para sobreviver.

Após a exibição, faremos um debate sobre o assunto com a presença do haitiano, radicado no Brasil há 3 anos, Alvance Kanga, estudante de sociologia e integrante de organizações de apoio as comunidades no Haiti atingidas pela guerra. Também estará presente o professor da PUC Adilson José Gonçalves, membro do Comitê de Solidariedade aos Povos do Haiti.

No dia também estará aberta no CES uma exposição de fotos, de vários autores, e relatos de denúncia contra as violações dos Direitos Humanos no Haiti.

Depois do debate terá uma confraternização com direito à música haitiana.

Ciclo de Filmes: Cinema, Loucura e outras viagens

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De 14 a 28 de abril

O CineARTH em Parceria com Grupo de Pesquisa: Gênero, Saúde Mental e Subjetividade da Universidade Federal de Santa Catarina, Escola Brasileira de Psicanálise (seção SC) e Movimento Anti-Manicomial (Núcleo Floripa) está apresentando o Ciclo de Filmes: Cinema, Loucura e outras viagens.

É sempre aos sábados, às 18:30, na FAED-UDESC (r. Saldanha Marinho,196). A entrada é franca.

Confira a programação:

14/04/07 – Camille Claudel
21/04/07 – Shine
28/04/07 – Bety Blue (foto)

Informações: 3222-9168 sarahnogueiraster@gmail.com, ou pelo blog:
www.cinearth.blogspot.com

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Documentário de Kruel no Via Sete

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O Cine Via Sete fará no dia 6 de dezembro uma apresentação especial de “Histórias de esquina”, documentário onde a cachoeirense Mirela Kruel (na foto) é responsável pela direção de fotografia. Ela estará presente na exibição, marcada para as 21h. O documentário, que abriu o festival de cinema de Vitória (ES), conta a rotina de quatro prostitutas de Porto Alegre. Segundo Mirela, por onde é exibido “Histórias de esquina” deixa sua marca de polêmica. As quatro prostitutas contam suas experiências e falam de maneira bem clara as histórias de sua profissão.

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Ai cinezine, todo mundo lá né!

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Pensando o You Tube

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Pensando o You Tube: A TV do Futuro ou o Futuro das Imagens é o tema do encontro organizado pela Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura com o apoio do Curso de Comunicação Digital da Unisinos na terça-feira, dia 21 de novembro, às 19h na Sala P.F. Gastal da Usina do Gasômetro.

O impacto deste controverso site, que começou a disponibilizar toda a espécie de vídeos na Internet e se transformou em autêntica febre mundial, já influi diretamente na relação do espectador com a televisão. O You Tube também tem potencial para transformar-se num gigantesco arquivo universal, capaz de abrigar e disponibilizar toda a espécie de filmes, abrangendo um arco que inclui desde vídeos amadores a produtos televisivos e obras cinematográficas.

Os debatedores serão Esmir Filho, um dos diretores do curta Tapa na Pantera (co-assinado por Mariana Bastos e Rafael Gomes), visto por mais de um milhão de pessoas no You Tube, e da artista (Prêmio Alemão de Mídia Digital 2005) Lenara Verle, que também é professora do Curso de Comunicação Digital da Unisinos.

Além do debate na noite de terça-feira, o evento promove uma mostra com alguns dos melhores vídeos disponíveis no You Tube. Partindo do próprio slogan do site (Broadcast Yourself, ou Transmita Você Mesmo), foram convidados alguns fiéis adeptos do You Tube (Lorena Martins, Juarez Böes, Guilherme “Graxa” Osório, Bernardo José de Souza e Madé Pieta) para montar uma programação a ser exibida no local. Videoclipes, antigos comerciais de televisão e curtas de realizadores como Kenneth Anger e Andy Warhol, e momentos antológicos da televisão (como os porres da personagem Heleninha Roitman na novela Vale Tudo, de Gilberto Braga), além de uma seleção de trabalhos produzidos pelos alunos do Curso de Comunicação Digital da Unisinos serão apresentados.

A mostra, que tem entrada franca, é dividida em três programas, exibidos em sessões às 17:00 e às 19:00. Nas sessões das 16:00 e 20:30, a Sala P. F. Gastal segue exibindo o longa brasileiro Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo.

Esmir Filho, co-diretor de Tapa na Pantera, também dirigiu Alguma Coisa Assim, grande vencedor do último Festival de Gramado na categoria curta-metragem 35mm (melhor filme, melhor diretor e melhor atriz para Caroline Abras). Além de Gramado, o curta de Esmir Filho já levou os prêmios de melhor roteiro na Semana da Crítica em Cannes e de melhor curta nos festivais de Biarritz e Kiev. Tapa na Pantera mostra um depoimento muito bem humorado da atriz Maria Alice Vergueiro sobre o consumo de maconha.

Disponibilizado no site à revelia dos diretores, o curta foi confundido com um depoimento real da atriz, logo transformando-se num campeão de acessos.

Lenara Verle é designer e pesquisadora na área de novas tecnologias da comunicação e professora do curso de Comunicação Digital da Unisinos, com mestrado em Media Studies pela New School University de Nova York. Foi agraciada em 2005 com o Prêmio Alemão de Mídia Digital pelo trabalho Gridcosm, concedido pelo Centro de Artes e Mídias Digitais de Karlsruhe, onde também foi artista residente.

Ambos irão debater com o público questões candentes ao tema, como copyright, costumização de programação, produção amadora, memória, etc. Antes do debate, o público poderá assistir os dois curtas de Esmir Filho, Tapa na Pantera e o premiado Alguma Coisa Assim.

Toda a programação do evento Pensando o You Tube: A TV do Futuro ou o Futuro das Imagens é aberta ao público e tem entrada franca.

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Polkadots
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