Grupo de estudos em cinema lança curta-metragem no interior do Paraná

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No filme, personagens vivem várias fases vida ao redor de um ‘mesmo’ lugar

“Antes de entrar no elevador, certifique-se que o mesmo encontra-se neste andar.” Essa frase, que pode ser vista em paredes de elevador, tão perturbadora para alguns, inspirou o grupo de estudos em cinema Curta Acadêmico, formado no Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), a criar o filme curta-metragem intitulado O Mesmo. O filme será lançado na quinta-feira, 20, com exibição na Sala de Eventos da Uniuv, em três horários, às 19h, 21h e 21h30; no Cine Teatro Luz o filme será exibido antes do filme que estiver em cartaz, nos domingos, 23 e 30 de novembro, às 20h.

Na frase do elevador, o emprego da expressão “o mesmo” não está correta, pois substitui um pronome de forma errada, segundo a professora Fahena Porto Horbatiuk. De acordo com o grupo de estudos Curta Acadêmico, a idéia do filme surgiu da indagação de qual a melhor maneira de demonstrar a utilização da palavra ‘mesmo’, que tem conotação de semelhança.

O curta tem aproximadamente 20 minutos de duração, e promete surpresas e suspense. A história ocorre em torno de um elevador, e a cada andar que ele para é uma fase da vida dos personagens.

A história é protagonizada pelos atores Lício Ferreira e Cíntia Calegari, da empresa Cênica Artes e Eventos. Lício e Cíntia participaram do filme Mistéryos, de Beto Carminati e Pedro Merege, que ainda não foi lançado no Brasil, mas foi apresentado na 32ª edição do Festival Internacional de Cinema de São Paulo. Stefhani Rosseto e Alexandre Neto fazem uma participação especial, interpretando a fase pré-adolescente dos protagonistas.

O grupo de estudos em cinema Curta Acadêmico é formado pelo técnico do laboratório de TV e cinema da Uniuv Wagner Bohn, que dirigiu o curta-metragem; pela jornalista Karine Livian Fryder Bohn; pela acadêmica do quarto semestre de Publicidade e Propaganda da Uniuv, Vanessa Kovalczuk; pela acadêmica do segundo semestre de Publicidade e Propaganda da Uniuv, Kiara Domit; pelo acadêmico do quinto ano de Administração da Uniuv, Luis Fernando Chinkevicz; e pelo acadêmico do terceiro ano de Jornalismo da Uniuv, Rodrigo Seccon; que trabalharam na produção do filme.

Desde junho até o início de outubro o curta-metragem foi tomando forma. Durante as reuniões realizadas às terças-feiras, após as aulas, surgiram as idéias e foi feito o roteiro da produção. “Criamos a história e a roteirização. As gravações vieram na sequência”, conta o diretor. Para Rodrigo Seccon, o mais difícil nesse tipo de trabalho é a roteirização. “Foi uma experiência muito importante para nós que participamos em todo esse processo, até a finalização do curta-metragem. Creio que as pessoas vão gostar do conteúdo do filme”, avalia.

Toda a produção teve um custo aproximado de R$ 5 mil, e tem apoio de várias pessoas, empresas e instituições, entre eles o Centro de Estudos de Engenharia e Madeira (Cemad), da Uniuv. Os acadêmicos do curso de Engenharia Industrial da Madeira, supervisionados pelo professor Roberto Pedro Bom, construíram um elevador desmontável, com chapas de compensado, para que fosse possível a gravação interna.

Para divulgar a exibição do filme, na Uniuv, a equipe do Curta Acadêmico vai montar um cenário no hall de entrada da Instituição, com o objetivo de instigar a curiosidade do público.

O gênero curta-metragem surgiu nos Estados Unidos, na década de 1910. Esse formato está em expansão no País, desde a década de 1970, com diversos concursos surgindo anualmente para a revelação de novos talentos. Esse formato é muito utilizado para a produção de animações, tem sido utilizado para documentários e filmes experimentais.

Serviço

Curta-metragem: O Mesmo
Local: Sala de Eventos da Uniuv
União da Vitória - PR
Data: 20 de novembro (quinta-feira)
Horário: 19h, 21h e 21h30
Entrada: gratuita

Local: Cine Teatro Luz
Data: 23 e 30 de novembro (domingo)
Horário: 20h (antes do filme que estiver em cartaz)

Saiba mais sobre o grupo Curta Acadêmico no blog: http://curtacademico.blogspot.com

Lançamento da edição de novembro de Juliette Revista de Cinema

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A quarta edição de Juliette Revista de Cinema será lançada na Cinemateca de Curitiba, na terça-feira, 18, às 19h30.

Durante o evento, serão exibidos os curta-metragens Palíndromo e A escada, de Philippe Barcinski. Em seguida, haverá um debate que contará com a presença dos cineastas Pedro Merege e Beto Carminatti, discutindo o longa-metragem Mistéryos.

Nesta edição, a revista traz quatro ensaios críticos, com estilos e temáticas distintas. Fábio Allon analisa, a partir do espaço criado por Jacques Tati, Tativille, a composição da arquitetura - leiam-se aqui também cenários e direção de arte – em seus fimles. João Krefer percorre a história da vanguarda, a partir de Ricciotto Canudo, contextualizando suas características e defendo-as como configuradoras do “fazer fílmico”. Luciana Cristo narra sua visita a antigos lugares que já foram salas de cinema (já outros comércios), e faz uma reavaliação da atividade de exibição de filmes na atualidade. Eduardo Valente, editor da revista eletrônica de cinema Cinética, apresenta um ensaio sobre o longa-metragem paranaense Mistéryos, de Beto Carminatti e Pedro Merege.

Em entrevista concedida ao editor de Juliette, Rafael Urban, Philippe Barcinski aponta para duas grandes necessidades do cinema brasileiro, planejamento e reconhecimento do valor dado à obra pelo público.

Duas novidades fazem parte, ainda, da edição número quatro de Juliette, a sessão dedicada à ficção, com um texto de Luiz Felipe Leprevost, e a sessão de fotos dedicada ao making of, que traz o registro do curta-metragem feito em super-8, Repetição, de Murilo Wesolowicz.

Juliette é uma iniciativa de Josiane Orvatich, tem como co-editores Eduardo Baggio e Rafael Urban, e como podutor Murilo Wesolowicz. A revista é realizada de maneira independente, e conta com o apoio da GP7 Cinema e Atores, da Tecnicópias Impressões Digitais e da Jaguadarte Filmes.

Serviço
Lançamento da edição nº 4 da Juliette Revista de Cinema
Data: 18 de novembro de 2008
Horário: 19h30mn
Local: Cinemateca de Curitiba - Rua Carlos Cavalcanti, 1174
Entrada: grátis
Exemplar da revista: R$ 3

Mais informações revistajuliette@terra.com.br

Curtas catarinenses no bar Lilo 22 em Florianópolis

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O bar Lilo 22 vai receber os pessoal dos cursos de cinema digital da Câmera Olho Filmes e Produções. (Ótimo nome por sinal, em referência ao movimento iniciado por Dziga Vertov). Serão exibidos dois curtas, Superávit e O rei do mercado, depois do filmes muito bate-papo e cervejinhas.

O cinezine estará presente e postará reviews do evento através do twitter, basta seguir @cinezine.
Vejo você por lá.

Cinema do futuro

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Fonte: Observatório Itaú Cultural

Livro relaciona Estado e cinema e investiga no passado por que ainda hoje a indústria cinematográfica brasileira não se desenvolveu.

O que levou o Estado e o cinema brasileiro a tomarem caminhos tão diferentes em relação ao seu desenvolvimento? Esta é umas das questões centrais do livro “Estado e Cinema no Brasil”, da pesquisadora Anita Simis (editora Anna Blume, 312 págs., R$ 40), premiado no Rumos Gestão Cultural 2007 – 2008. O livro investiga no passado por que ainda hoje a indústria cinematográfica não se desenvolveu no país.

Resultado de dez anos de trabalho, mestrado e doutorado, o estudo de Anita Simis, investiga um campo ainda pouco explorado. Diferentemente de outros trabalhos focados na estética, na história do cinema e de seus cineastas, a autora se debruça sobre o aspecto político-institucional. “Por isso se chama Estado e Cinema, e não o contrário”, observa a autora.

A pesquisadora apresenta dois momentos distintos nas relações entre Estado e cinema brasileiro: o autoritário, de 1937 a 1945, e o democrático, de 1945 a 1964, levando em conta aspectos como economia e legislação cinematográfica. “A proposta é gerar subsídios para a discussão sobre política cultural”.

O foco de Anita Simis é a fase anterior ao golpe de 64, mas ela busca responder uma pergunta que ainda hoje aflige o setor. Tendo em vista que nos primórdios do cinema no país, houve um desenvolvimento grande, com uma produção bastante extensa de filmes, por que não se desenvolveu no Brasil uma indústria cinematográfica estável e permanente?

“O livro mostra que o Estado se organizou e se estruturou, o que não ocorreu com o cinema”, diz. Em linhas gerais, as versões que buscavam responder a essa questão, segundo Anita Simis, apontava para a incompetência do cinema nacional. “A maioria enfatizava problemas diversos como som, produção de baixa qualidade, histórias chatas, ou a omissão do estado, pela falta de incentivo e proteção ao cinema”, acrescenta.

Maquiavelismo norte-americano

Há quem defenda se tratar de mais uma teoria conspiratória, mas para muitos é o maquiavelismo do imperialismo norte-americano, que impede o desenvolvimento do cinema brasileiro. Em seu estudo, Anita Simis, faz uma análise desta e das outras versões, levanta a legislação sobre o tema, compara com o cenário de outros países e procura identificar em que medida, na época, essas leis atendiam as necessidades dos produtores. “Elas vinham como resultado da pressão dos produtores sobre o Estado ou era parte de um projeto de desenvolvimento dos diferentes governos que se sucederam?”, questiona.

A pesquisadora também investiga em sua obra o papel do cinema no projeto do Estado. Qual a importância dele para os vários governos. Para isso, ela faz uma análise que vai da década de 50 até a criação do Instituto Nacional de Cinema, em 1966, entidade precursora da Embrafilme.

Na outra parte do livro ela retrocede no tempo, focando a década de 30. “Entender a política cinematográfica implica compreender as diferenças entre esses dois sistemas distintos, o autoritário e o democrático, por isso tive que passear por diferentes períodos”, explica.

O livro de Anita Simis teve sua segunda edição lançada no último dia 15 de outubro, no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo. “O que dá fôlego a essa reedição é o número cada vez maior de pessoas interessadas na discussão sobre política cultural, seja no cinema, no teatro, ou na música, na dança e em outras áreas”.

Na ocasião foi realizado um debate com a autora sobre o tema, organizado pelo Observatório Itaú Cultural. “Um dos nossos principais objetivos é dar visibilidade e colocar em pauta assuntos pertinentes a gestão cultural no Brasil”, diz Josiane Mozer, da equipe do Observatório Itaú Cultural. Segundo ela, além de estimular a produção, é importante olhar o que já foi produzido. “Muitos estudos já foram feitos, mas pouco se conhece deles”.

Carlos Minuano

Ásia: A Nova Onda Oriental entra em cartaz na Sala P. F. Gastal

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Mostra de nove filmes de diretores orientais, quatro deles inéditos no Brasil, acontece de 28 de outubro a 9 de novembro. Haverá ainda, na Galeria Lunara, uma exposição do artista suíço Beat Streuli.
(24/10/2008)

Cena do filme Dolls, de Takeshi Kitano.A Coordenação de Cinema, Vídeo e Fotografia da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre dá início, a partir da próxima terça-feira, dia 28 de outubro, ao projeto Ásia: A Nova Onda Oriental, reunindo uma mostra de nove filmes (sendo quatro deles inéditos no Brasil) e uma exposição do artista suíço Beat Streuli. A mostra de filmes acontece na Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro e se estende até 9 de novembro. A exposição de Streuli acontece na Galeria Lunara (5º andar da Usina do Gasômetro) fica em cartaz até 7 de dezembro.

O coordenador de Cinema, Vídeo e Fotografia da SMC, Bernardo José de Souza, decidiu investir em uma programação que pudesse “investigar o fenômeno asiático através do audiovisual, buscando compreender os matizes culturais desta parcela do Oriente em emergência”. Segundo ele, “a familiaridade com estes povos milenares e com suas produções no campo da arte contemporânea se torna, a um só tempo, antídoto contra o isolacionismo ocidental e oportunidade para ganhar fôlego e pegar a nova onda que vem do Oriente”. A programação foi idealizada, primeiramente, a partir do crescimento econômico, desde fins do século passado, das economias asiáticas, com sua farta demanda e produção de bens de consumo em geral e, em um segundo momento, por sua renovada produção de bens culturais.
Cinema – Ásia: A Nova Onda Oriental inclui uma mostra com nove títulos de produção recente, quatro deles inéditos no Brasil, que ilustram o vigor do cinema oriental contemporâneo, o qual tornou-se a atual sensação no circuito internacional de festivais. A seleção de filmes contempla diretores do Japão, da China, da Coréia do Sul e da Tailândia, com destaque para o chinês Jia Zhang-ke, o tailandês Apichatpong Weerasethakul e Hou Hsiao-hsien e Bong Joon-ho (diretor de O Hospedeiro, sucesso de público do cinema coreano, que levou 14 milhões de espectadores às salas de exibição). Apesar dos prêmios conquistados nos festivais de Cannes, Veneza e Berlim, boa parte desses filmes e autores permanecem desconhecidos no Brasil, o que torna a realização desta mostra um dos eventos cinematográficos mais importantes do ano na Capital gaúcha.

Arte – O artista Beat Streuli elegeu o deslocamento entre as metrópoles como sua rota de atuação. A partir de viagens constantes a algumas das mais representativas cidades do planeta – Tóquio, Nova Iorque, Tel-Aviv, etc. –, ele compõe vastos painéis que apresentam rostos perdidos em meio às multidões, justapostos em impressões fotográficas de dimensões grandiosas ou em slide shows que alternam expressões faciais em múltiplas combinações aparentemente aleatórias.

Alheios à câmera que os registra, os objetos de Streuli são pessoas comuns, anônimas, que surgem na obra do artista como figurantes. Em Porto Alegre, Streuli apresenta dois de seus mais recentes trabalhos, ambos feitos em Guanzhou, na China. Uma projeção fotográfica e um vídeo rodado em uma estação de trem serão exibidos na Galeria Lunara, formando um mosaico de rostos humanos reveladores das angústias, esperanças e anseios da população que hoje mais cresce no planeta. No dia 7, às 19h30min, Streuli estará na Sala P. F. Gastal para conversar com o público sobre o seu trabalho.
Confira a programação logo a seguir. A grade de horários encontra-se no Blog da P.F. Gastal.
Dolls, de Takeshi Kitano (Japão, 2002, 109 minutos). Em seu filme mais estilizado, o diretor Takeshi Kitano intercala três histórias de amor extremo no Japão contemporâneo, usando como contraponto o teatro de bonecos Bunraku, uma arte milenar japonesa. Exibição em 35mm.
Em Busca da Vida (Sanxia Haoren), de Jia Zhang-ke (China/Hong Kong, 2006, 108 minutos). Em torno da gigantesca represa de Três Gargantas, homem e mulher procuram por seus antigos companheiros, que os haviam abandonado. Exibição em 35mm.
O Hospedeiro (Gwoemul), de Bong Joon-ho (Coréia do Sul, 2006, 119 minutos)
Monstro sai de um rio e espalha terror nas ruas de Seul. Um sucesso de crítica e público, que levou 14 milhões de espectadores aos cinemas na Coréia do Sul. Exibição em 35mm.
Lady Vingança (Chinjeolhan Geumjassi), de Park Chan-wook (Coréia do Sul, 2005, 112 minutos). Uma mulher se entrega como sendo culpada pelo seqüestro e morte de um garoto de seis anos, para impedir que seu namorado seja preso. Condenada a 13 anos de prisão, ela decide se vingar dele quando descobre estar sendo traída. Último capítulo da trilogia sobre vingança dirigida por Park Chan-Wook, formada ainda por Mr. Vingança e Old Boy. Exibição em 35mm.
Mal dos Trópicos (Sud Pralad), de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia/França/Alemanha/Itália, 2004, 120 minutos). O romance entre um soldado e um trabalhador rural e a misteriosa relação entre um homem e um tigre numa floresta, em filme que consagrou o cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul. Exibição em 35mm. Apenas duas sessões. Legendas eletrônicas em português.
Millennium Mambo (Qian Xi Man Po), de Hou Hsiao-hsien (Taiwan, 2001, 119 minutos). Vicky, uma jovem atraente, envolve-se com dois homens no submundo de Taipei. Exibição em 35mm. Apenas duas sessões. Legendas eletrônicas em português.
Ninguém Pode Saber (Dare Mo Shinarai), de Hirokazu Kore-eda (Japão, 2004, 141 minutos). Na cidade de Tóquio, mulher abandona os quatro filhos à própria sorte em apartamento localizado em prédio que proíbe a presença de famílias numerosas. Exibição em 35mm.
Síndromes e um Século (Sang Sattawat), de Apichatpong Weerasethakul (Tailândia/França/Áustria, 2006, 105 minutos). Dois médicos vivem experiências semelhantes na Tailândia, um na área rural e outro na cidade grande. Exibição em 35mm. Apenas duas sessões. Legendas eletrônicas em português.
Three Times, de Hou Hsiao-hsien (Taiwan, 2005, 132 minutos). O mesmo casal de atores vive três diferentes histórias de amor, em três tempos distintos, 1911, 1966 e 2005. Exibição em 35mm. Apenas duas sessões. Legendas eletrônicas em português.

GRADE DE HORÁRIOS

Primeira Semana - 28 de outubro a 2 de novembro de 2008
Terça-feira (28 de outubro)
17h - O Hospedeiro
19h30min - Millennium Mambo
Quarta-feira (29 de outubro)
17h - O Hospedeiro
19h30min - Síndromes e um Século
Quinta-feira (30 de outubro)
17h - O Hospedeiro
19h30min - Three Times
Sexta-feira (31 de outubro)
17h - O Hospedeiro
19h30min - Mal dos Trópicos
Sábado (1º de novembro)
15h - O Hospedeiro
17h - Mal dos Trópicos
19h30min - Three Times
Domingo (2 de novembro)
15h - O Hospedeiro
17h - Millennium Mambo
19h30min - Síndromes e um Século

Um micropost por filme, meu acervo no twitter.

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@meuacervo é uma iniciativa de Tiago Jaime Machado, editor do cinezine e cineclubista de Florianópolis, para compartilhar suas impressões sobre os filmes que compõem o seu acervo.

A missão é difícil. Criar um micropost no twitter para cada uma das obras da coleção em 140 caractéres. O projeto não tem data definida para acabar, tampouco uma regularidade nos posts. Mas é uma maneira interessante de compartilhar opiniões sobre filmes.

O projeto pode ser acompanhado de duas maneiras. Através do twitter, ou pelo hotsite do acervo.

http://twitter.com/meuacervo
http://cinezine.com.br/meuacervo

19º Festival de Curtas começa amanhã e promete movimentar SP

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Política Viva é o tema do 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que começa amanhã, sexta-feira, 22, e vai até o dia 29 de agosto, exibindo filmes premiados em Cannes, Clermont-Ferrand, Berlim e Veneza, em diversas salas pela capital paulista. O tema inspira mostras especiais sobre maio de 1968 e curtas militantes da década de 1980, totalizando 381 filmes de 54 países, sendo 106 brasileiros. Em 2007, foram 210 sessões com entrada gratuita nas 10 salas de exibição de São Paulo.

O Festival conta com seis programações, subdivididas nas categorias Programas Brasileiros, Mostra Internacional, Mostra Latino Americana, Mix Brasil, Programas Especiais e Atividades Paralelas, incluindo uma mostra de filmes produzidos nas Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual.

Para a Revista Roling Stone brasileira, um dos destaques será a mostra Carta Branca ao Submarino Vermelho, com filmes de cunho político, e curadoria do coletivo que nomeia a mostra, formado por estudantes de cinema. Entre os filmes estão Maranhão 66, de Glauber Rocha, encomendado por José Sarney, logo após ser eleito governador do Maranhão em 1966; e, Liberdade de Imprensa, de João Batista de Andrade, primeiro filme do cineasta, sobre a imprensa após o golpe militar de 1964. A série Maio de 68, produzida para a TV, e curtas produzidos por estudantes, também integram a programação.

ReproduçãoNa Mostra Internacional estão Eu sou Bob, ganhador do Prêmio Fernand Raynaud de melhor comédia, no Festival de Court-Métrage Clermont-Ferrand, em 2008; e, Danou-se (foto), que levou o Leão de Prata de melhor curta-metragem, na Bienal de Veneza, em 2007. A Mostra Mix Brasil traz filmes que retratam o universo gay. Entre eles estão dois filmes protagonizados por Phedra D. Córdoba, do grupo paulista Satyros: o doc Phedra e a ficção Os Sapatos de Aristeu.

Uma retrospectiva do cineasta argentino Gustavo Taretto será apresentada no programa Cinema e Espaço Urbano. Taretto estará presente na exibição de seus filmes durante o festival.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo caracteriza-se como um espaço de encontro público entre representantes e curadores de festivais internacionais, realizadores, estudantes e profissionais de audiovisual, e reune convidados de todo o País e do exterior.

A programação completa, com as salas de cinema e os horários de exibição de cada filme estão no site do evento.

“O Cinema em Cartaz” no Museu de Arte Brasileira em São Paulo

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Cartaz do filme Thesouro Perdido - DivulgaçãoUma viagem aos diferentes momentos da história da arte, do cinema e do design. É essa a proposta da exposição O Cinema em Cartaz, aberta ao público desde domingo, 10, e que vai até o dia 12 de setembro, no Salão Cultural do Museu de Arte Brasileira da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo.

A exposição está dividida em 18 seções que exibem 300 cartazes de produções nacionais e estrangeiras, desde a década de 1910 até hoje. Sunny Side (1919), Thesouro Perdido (1927), Metropolis (1927), Berlim, Sinfonia de uma Cidade (1927), E o Vento Levou (1939), O Ébrio (1946), Quando a Noite Acaba (1950), Jeca Tatu (1960), O Pagador de Promessas (1962), A Super Fêmea (1973) e Cidade de Deus (2002) são alguns dos cartazes que podem ser vistos na exposição.

De acordo com o curador da exposição, professor Rubens Fernandes Junior, é possível perceber as manifestações dos vários momentos e movimentos da vida humana por meio da iconografia desses cartazes, além de traçar uma história, sincronizando as técnicas de impressão, os diferentes estilos de representação, o design e o cinema.

Os cartazes selecionados para a mostra fazem parte da coleção da Filmoteca Faap. Uma das seções apresenta cartazes de filmes produzidos por ex-alunos e professores da Faap.

Serviço:

Exposição: “O Cinema em Cartaz”
Local: Museu de Arte Brasileira da Faap - Salão Cultural
Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Exposição: de 10 de Agosto a 12 de setembro de 2008
Horários de visitação: terça-feira a sexta-feira, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados: 13h às 17h
Informações: 11 3662 7198
Agendamento para visitas monitoradas: 11 3662 7200

Entrada gratuita

Comunidade selecionará personagens do Centro de Porto Alegre

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O projeto Inventário dos Personagens da Cultura Popular do Centro de Porto Alegre, promovido pelo Instituto Hominus e Sindicato dos Bancários de Porto Alegre com recursos do Programa Monumenta e da Unesco, busca envolver as pessoas em registros inéditos que vão dar origem a um documentário em vídeo e um jogo educativo.

Os moradores do Centro de Porto Alegre poderão ter a oportunidade de participar de um projeto original e interessante, a partir do levantamento dos chamados “personagens da cultura popular”, que freqüentam ruas, praças e outros locais da cidade cotidianamente. O projeto cultural Inventário dos Personagens da Cultura Popular do Centro de Porto Alegre é promovido pelo Instituto Hominus e pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, com recursos do Programa Monumenta e da Unesco. O objetivo é envolver as pessoas nos registros inéditos. Além disso, o projeto vai dar origem a um documentário em vídeo e um jogo educativo que serão destinados às escolas de Porto Alegre.

O Lambe-Lambe da Praça XV, o Zé-da-Folha ou a popular Terezinha Morango, personagens vivos e outros já falecidos que se consagraram no imaginário popular do Centro e que se tornaram amplamente conhecidos do grande público são o foco do projeto Inventário dos Personagens da Cultura Popular do Centro de Porto Alegre. Sendo um investimento no que o Programa Monumenta classifica como “educação patrimonial” – ou seja, um incentivo à conscientização sobre o valor e a importância do patrimônio cultural da cidade – , a iniciativa necessita contar com ampla participação dos moradores da região. Estes serão os responsáveis por contar as histórias sobre estes personagens, recordá-los e inclusive pesquisar sobre eles.

O projeto proposto pelo Instituto Hominus e pelo Espaço Cultural dos Bancários (rua General Câmara, 424) foi o vencedor de um concurso nacional promovido em 2007 pela Unesco e pelo Programa Monumenta. O principal objetivo é desenvolver uma consciência maior sobre a importância dos personagens de rua na formação cultural de Porto Alegre, especialmente da área central da cidade.

Segundo o coordenador do projeto, Vitor Ortiz, o sucesso da iniciativa depende fundamentalmente da participação direta dos moradores da região. “O Programa Monumenta vem investindo na restauração de vários imóveis históricos do Centro, mas ainda não tinha promovido uma ação voltada especialmente para os moradores, que são mais de 50 mil em toda a área central”, enfatizou. Os moradores estão sendo convidados a se inscrever no projeto, participar das oficinas, do trabalho de levantamento dos personagens e do documentário. “Queremos obter uma listagem com nome e perfil, agregar registros impressos ou fotos destes personagens que habitam o cotidiano do Centro, e conseguir isso ouvindo o relato e as histórias pela voz dos moradores”, esclarece o coordenador.

O diretor do SindBancários, Mauro Salles, por sua vez, explicou o engajamento do Sindicato no projeto: “Os Bancários promoveram a restauração da sua sede antiga, na rua da Ladeira, criando um novo espaço cultural, inclusive com uma sala de cinema que em breve estará inaugurada, e tem como uma de suas políticas em favor da cidade a valorização do Centro”. O Espaço Cultural do SindBancários vai sediar o projeto.

Durante as oficinas e o trabalho de pesquisa, os moradores envolvidos serão os protagonistas de um registro inédito em vídeo de todo o processo de listagem dos personagens populares. O vídeo, juntamente com um jogo educativo montado a partir das informações geradas no projeto, vai ser distribuído para 50 escolas de toda a cidade. Para se inscrever, os moradores devem acessar o site do Sindicato dos Bancários (sindbancarios.org.br). As inscrições são gratuitas. Ao final, o morador que participar receberá um certificado.

Fonte: Fundacine

O Som do Trovão, no Cineclube Phobus

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Cineclube Phobus - Único cineclube brasileiro dedicado exclusivamente a filmes Trash, B, Midnight Movies, Low-Budget e ladeira abaixo!

26/07/08 - Entrada Grátis!!!

Quando Viajar no Tempo Apenas Mate Dinossauros!!!
Classificação: 16 anos
Sala de Video do SESC Tijuca - 16h00 - Rua Barão de Mesquita, 539

“O Som do Trovão” (“A Sound of Thunder”, Dir.: Peter Hyams, EUA / Reino Unido / Alemanha / República Tcheca, 2005, 103 min)

Sinopse: Em 2055, um novo esporte é uma febre entre ricos executivos: viajar no tempo para caçar dinossauros. Trata-se de um esporte caro, que envolve milhões e que possui uma regra básica: o passado jamais deve ser violado. Desta forma, é proibido trazer do passado qualquer objeto ou animal, esteja ele vivo ou morto, já que isto pode gerar uma série de reações que modifique drasticamente o presente. Até que um acidente misterioso faz com que Travis Ryan, líder de um grupo, precise retornar ao passado para salvar o futuro!

Nota rádio relógio: Inicialmente “O Som do Trovão” seria dirigido por Renny Harlin e estrelado por Pierce Brosnan. O filme levou um longo período até ser lançado nos cinemas devido à falência da produtora original durante o período de pós-produção. Ele foi rodado em 2002, mas foi lançado apenas em 2005. O orçamento de “O Som do Trovão” foi de US$ 52 milhões.

Trash que dói: Ok, beleza, mas é um programa de computador que leva eles pro futuro? Peraí, agora me confundi. Eles estão no GTA? Eu escrevi certo, mesmo? O orçamento foi de US$ 52 milhões??? Eles sabiam dessa árvore ou se jogaram pra morte? 50 anos no futuro e a roupas não mudam. Eles não vão fazer humanos alterados… fizeram.

Site Oficial:
www.cineclubephobus.com

Comunidade: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=28542752

O Cineclube Phobus é filiado à ASCINE-RJ e ao CNC

Rock e Cinema

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Hoje é o Dia Mundial do Rock. Essa data foi instituída em 1985, quando o músico Bob Geldof juntou dezenas de artistas e criou o festival beneficente Live Aid em benefício das vítimas da fome na Etiópia. Para não passar a data em branco resolvi deixar uma lista de cinco filmes sobre rock’n'roll. Não são os cinco melhores, nem os cinco mais vistos, nem os cinco mais importantes. São apenas cinco filmes escolhidos subjetivamente.

Juventude Transviada
111 minutos, EUA, 1955
Direção: Nicholas Ray
Roteiro: Stewart Stern, baseado em estória de Nicholas Ray
Sinopse: Jim Stark (James Dean) é um encrenqueiro, que fez os pais se mudarem de uma cidade para outra até se fixarem em Los Angeles, que é preso de madrugada por embriaguez e desordem. No distrito policial está Judy (Natalie Wood), uma jovem que está revoltada com o pai, que a chamou de vagabunda imunda por ter se maquiado. Lá está também um rapaz, John Crawford (Sal Mineo), mais conhecido como Platão, que atirou em alguns cães. Um compreensivo policial entende que Jim recebe em casa apenas um amor superficial dos seus pais, e que Jim nunca aceitou que seu pai seja totalmente submisso à sua mãe. Enquanto Jim espera na delegacia pelos pais, que tiveram de cancelar um compromisso social para tirá-lo da prisão, ele tem um rápido contato com Judy e Platão. Após ser libertado parecia que tudo estava resolvido, mas ao tentar fazer amizade na manhã seguinte com sua jovem vizinha, a própria Judy, cria um desentendimento com Buzz (Corey Allen), que namora Judy e é o líder de uma gangue do colégio. Esta rivalidade vai gerar algumas situações com trágicas conseqüências.

Ruas de Fogo - Uma fábula de rock’n’roll
93 minutos, EUA, 1984
Direção: Walter Hill
Roteiro: Larry Gross e Walter Hill
Sinopse: Em algum lugar no tempo, numa cidade que pode ser a nossa, a violência urbana chega em níveis insustentáveis. Cada vez mais as gangues de rua se apoderam dos espaços públicos, fazendo de cada quarteirão o seu verdadeiro domínio de violência. Os representantes da lei já não controlam mais a situação. É nesta situação caótica que uma cantora de rock é seqüestrada por uma gangue de motoqueiros. Seu namorado retorna então à cidade e, ao descobrir que ela é mantida refém, parte para o resgate. Mas para isso ele deverá passar por um inferno de gangues rivais, verdadeiros selvagens sem lei que não medem esforços para proteger seus domínios. Uma aventura musical em tom de fábula, inspirada em quadrinhos e filmes juvenis dos anos 50.

The Wonders - O Sonho Não Acabou
108 minutos, EUA, 1996
Direção: Tom Hanks
Roteiro: Tom Hanks
Sinopse: Em 1964, logo após os Estados Unidos serem “tomados” pelos Beatles, surge em uma pequena cidade da Pensilvânia os Oneders, mais tarde rebatizado pelo empresário como Wonders. Porém, às vésperas de uma apresentação de calouros, o baterista do grupo quebra o braço, o que faz com que, em cima da hora, um jovem infeliz (Tom Everett Scott) que trabalhava na loja de eletrodomésticos da família seja convidado para substituí-lo. O jovem baterista, um aficionado de jazz, imprime durante a apresentação uma batida mais ritmada no que deveria ser uma balada, causando o descontentamento do vocalista e compositor do grupo (Johnathon Schaech). Mas seu instinto funcionou e a música se torna sucesso nacional, levando o grupo aos primeiros lugares da Billboard.

Alta Fidelidade
107 minutos, EUA, 2000
Direção: Stephen Frears
Roteiro: D.V. DeVincentis, Steve Pink, John Cusack e Scott Michael Rosenberg, basedo em livro de Nick Hornby
Sinopse: Rob Gordon (John Cusack) é o dono de uma loja de música à beira da falência, que apenas vende discos em vinil. Azarado no amor e ao mesmo tempo uma enciclopédia ambulante sobre música pop, os caminhos da vida terminam por levá-lo a analisar suas escolhas e prioridades, fazendo com que alcance a maioridade.

24 Hour Party People
115 minutos, Inglaterra, 2002
Direção: Michael Winterbottom
Roteiro: Frank Cottrell Boyce
Sinopse: Manchester, 1976. O aluno de Cambridge Tony Wilson (Steve Coogan) está no show dos Sex Pistols. Totalmente inspirado por esse momento-chave da história da música, ele e seus amigos montam um selo chamado Factory. Eles assinam um contrato com o Joy Division (que viria a ser o New Order), com o James e os Happy Mondays, todos artistas seminais de seu tempo. Isso desencadeia um turbilhão de sexo, música e drogas que culmina com o nascimento de um dos dance clubs mais famosos do mundo, o Hacienda, meca de clubbers e adeptos do psicodelismo. Descrevendo a herança musical de Manchester desde a década de 1970 até o início dos anos 90, o filme ilustra a vibração que fez de Manchester o lugar onde todos gostariam de estar.

Esta lista não é definitiva. É apenas uma lista. Muitos filmes ficaram de fora. No entanto o espaço dos comentários está aberto para acrescentar outros títulos referentes ao tema Rock e Cinema. Sinta-se à vontade!

Daniela.

Um Dia Muito Especial, no Cine Vanguarda

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Próximo domingo, dia 13 de julho, às 17:00 horas, o Cineclube Natal, em parceria com o Teatro de Cultura Popular, apresenta um dos filmes mais tocantes do cineasta Ettore Scola: Um Dia Muito Especial, de 1977, com Marcello Mastroianni e Shophia Loren no elenco. A estória se passa em Roma, no dia 6 de maio de 1938. Benito Mussolini e Adolf Hitler se encontram para selar a união política que, no ano seguinte, levaria o mundo à 2ª Guerra Mundial. Praticamente toda a população vai ver este acontecimento, inclusive o marido fascista de Antonietta (Sophia Loren), uma solitária dona de casa que conhece acidentalmente Gabrielle (Marcello Mastroianni), seu vizinho, quando seu pássaro de estimação foge e ela o encontra pousado na janela do vizinho. Antonietta nunca falara com Gabrielle, que tinha sido demitido recentemente da rádio onde trabalhava por ser homossexual. Ela, por sua vez, era uma esposa infeliz e insegura pelo fato de não ter uma formação profissional. Gradativamente os dois desenvolvem um tipo muito especial de amizade.

Em verdade, o filme não se propõe a tecer somente um comentário social da homossexualidade de Grabrielle, ao contrário do que se poderia esperar. Ettore Scola é muito hábil em não pintar o radialista como uma vítima da vida, mas sim daquela circunstância específica, qual seja, a consolidação do fascismo na Itália e consequente perseguição política e ideológica. O filme trata, primordialmente, do encontro de Gabrielle e Antonietta, dois vizinhos aparentemente tão distintos, não cuidando o roteiro em destacar suas diferenças como indivíduos sociais, mas sim as suas semelhanças como seres humanos. Antonietta, a típica dona de casa italiana, também é “prisioneira” de uma ordem social, mesmo que não tenha total consciência disso. Com o encontro dos dois presenciamos dois seres humanos que, num único dia de suas vidas, trocam suas experiências e se tornam pessoas um pouco melhores. Por fim, é no mínimo curioso ver a mulher fatal do cinema italiano, Loren, e o conquistador Mastroianni, em papéis tão atípicos e tão bem representados.

Por conta do talento dos protagonistas e da orquestração delicada de Scola, a intimidade e o cenário fascista (o rádio não deixa esquecer que estamos em dia de festa do Duce) dialogam o tempo todo. A combinação do rigor político do período e da alma insondável dos personagens revela mundos em faísca permanente. Scola costuma ser relegado a uma espécie de diretor “menor” do grande cinema italiano, mas em Um Dia Muito Especial, ele se equipara aos mestres. Todos estão convidados. A entrada custa R$ 2,00 (dois reais) para os não sócios, sendo que membros da ADURN não pagam.

Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 13 de Julho, 17 h
Teatro de Cultura Popular
Rua Jundiaí, 641, Tirol - ao lado da fundação José Augusto - R$ 2.00

[FICHA TÉCNICA: "UM DIA MUITO ESPECIAL"]
Gênero: Drama
Diretor: Ettore Scola
Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento: 1977
País de Origem: Itália
Idioma do Áudio: Italiano

Premiações:

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro, além de ser indicado na categoria de Melhor Ator - Drama (Marcello Mastroianni).
- Ganhou o Cesar de Melhor Filme Estrangeiro.
- Recebeu 2 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Ator (Marcello Mastroianni) e Melhor Filme Estrangeiro.

Curiosidades:

* Alessandra Mussolini, neta de Benito Mussolini e sobrinha de Sophia Loren (a irmã da atriz se casou com o filho do ditador), interpreta Maria Luisa.
* Produzido pelo famoso Carlo Ponti, falecido marido de Sophia Loren e produtor de alguns dos maiores clássicos do cinema, como o inesquecível Duas Mulheres (1960), de Vittorio De Sica, Dr. Jivago (1965), de David Lean, e Blow-Up (1966), de Michelangelo Antonioni.

CineEsquemaNovo 2008

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As inscrições de filmes para as mostras competitivas do CineEsquemaNovo 2008 Festival de Cinema de Porto Alegre (CEN) já estão abertas. Até o dia 1º de agosto, basta acessar o nosso site http://www.cineesquemanovo.org
ler o regulamento e realizar sua inscrição.

Serão aceitos para o processo de seleção curtas, médias e longas-metragens de todos os formatos, técnicas, gêneros e bitolas, finalizados a partir de abril de 2006.

As produções selecionadas participarão da quinta edição do CEN, que acontece de 11 a 17 de outubro de 2008 em Porto Alegre com programações especiais, mostras competitivas de curtas, médias e longas-metragens, debates, oficinas e eventos paralelos.

O CEN 2008 traz duas inovações no processo de seleção. A primeira diz respeito ao envio de filmes: este ano, eles poderão ser enviados pela internet, através da indicação de um link onde o filme possa ser assistido. Esta será uma alternativa ao tradicional envio de DVD para seleção. Além disso, a nova Ficha de Inscrição é básica e totalmente simplificada, podendo ser preenchida em poucos minutos. Somente os filmes selecionados receberão, após a seleção final, uma ficha completa para ser preenchida.

Quem acessar o portal do CEN para fazer sua inscrição também vai conhecer em primeira mão a nova identidade visual do festival, concebida pelo artista gaúcho Gelson Radaelli. Conhecido por seu talento como pintor, Radaelli é discípulo de Iberê Camargo.

Desde 2003 o CineEsquemaNovo é reconhecido como uma das primeiras mostras do país a derrubar a distinção formal entre cinema, vídeo ou digital, bem como de gêneros e linguagens, promovendo também as novas mídias como formatos cinematográficos legítimos e autônomos. Todos os suportes imagináveis, da película até uma produção feita em um telefone celular, são aceitos em pé de igualdade.

O CineEsquemaNovo 2008 - Festival de Cinema de Porto Alegre é uma criação e realização do coletivo CineEsquemaNovo (grupo formado em 2001 pelo jornalista Alisson Avila, o cineasta Gustavo Spolidoro e as produtoras culturais Jaqueline Beltrame e Morgana Rissinger) que conta com o financiamento da Lei Rouanet, patrocínio da Petrobras, co-realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e apoio do Santander Cultural.

CEN 2008: Crie! Surpreenda! Inove! Experimente!
Tudo é cinema!

Contato
Envio de filmes e no período do festival:
Centro Cutural Usina do Gasômetro - Av Pres. João Goulart, 551 - 3º andar - Porto Alegre - RS - CEP 90010-120

Contato permanente - Porto Alegre:
Av. Getúlio Vargas, 810 / 104
Porto Alegre RS
CEP 90150-002
(51) 3208.0211
(51) 8408.2458

Contato Permanente - São Paulo:
Rua Caraíbas, 158
São Paulo - SP
CEP 05020-000
(11) 9318.9130

Lançado documentário sobre cena gay porto-alegrense

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Dirigido por Jair Giacomini e Silvio Barbizan, com o apoio do Nuances - Grupo pela Livre Expressão Sexual, o filme repercute depoimentos, o comportamento e a cena gay em Porto Alegre ao longo de três décadas.
(4/07/2008)

Foi lançado na última sexta-feira, 4, Meu Tempo Não Parou, um documentário de Jair Giacomini e Silvio Barbizan, com o apoio do Nuances - Grupo pela Livre Expressão Sexual. O filme repercute depoimentos, o comportamento e a cena gay em Porto Alegre nas décadas de 1970, 1980 e 1990. O título foi produzido dentro das ações do projeto Homossexualidades do Porto Alegre em Cena.

Meu Tempo Não Parou apresenta as conquistas, as dores e os enfrentamentos de sete personagens ao longo de três décadas. Em comum o tema da homossexualidade e a coragem de contar a história na primeira pessoa. Um ator, dois empresários, um ex-ativista, duas travestis e uma mulher contam como era e como enfrentaram o preconceito, onde dançavam, as estratégias de ‘pegação’ e como tudo mudou com a chegada da Aids.

Das transas no antigo necrotério às mortes de parentes e amigos, as histórias vão sendo contadas sem meias-palavras, por meio de uma narração sem intermediários, na qual fio condutor são os pontos comuns entre os personagens. Entre revelações e curiosidades, uma foto dos primeiros tempos da Aids na Capital gaúcha torna-se quase um personagem nesta obra resgata parte da nossa história e que até agora não não tinha um registro a à altura de sua contundência.

Conheça o site do grupo Nuances.

Ervas Flutuantes, Yasujiro Ozu no Cineclube Natal

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http://img483.imageshack.us/img483/6845/ukigusapost1or.jpg

[imperdível]

O título do filme diz respeito à uma famosa analogia sobre as ukigusa, um tipo de erva japonesa que é arrastada pelos rios sem rumo e usada como metáfora para a vida dos atores. Ao final do filme, com a companhia desfeita e cada um para seu lado, Komajuro e Sumiko põe suas diferenças de lado e se juntam para tentarem a sorte em outra cidade, pois, como as ukigusas, a vida não lhes dá o direito de pararem.

O filme Ervas Flutuantes é a refilmagem de outra obra do próprio diretor, “A Story of Floating Weeds”, porém com cor e som. O estilo Ozu está presente neste filme nos planos estáticos, com a câmara posicionada bem baixa, de tal forma que dá a impressão que estamos vendo as cenas de cócoras. Os personagens se dialogam olhando para a câmera, como se estivessem falando com o público.

Ozu é considerado o mais japonês dos diretores japoneses, e o seu filme “Tokyo Monogatari” (Viagem a Toquio, em português) é constantemente eleito como um dos melhores filmes de todos os tempos pelos críticos do mundo inteiro.

[FICHA TÉCNICA : ERVAS FLUTUANTES]
Título: Ervas Flutuantes
Título original: Ukigusa
Ano: 1959
Direção: Yasujiro Ozu
Roteiro: Kôgo Noda, Yasujiro Ozu
Gênero: Drama
Origem: Japão
Duração: 119 minutos / cor
Elenco: Machiko Kyô, Haruko Sugimura, Ganjiro Nakamura, Ayako Wakao, Hiroshi Kawaguchi, Hitomi Nozoe.

Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 15 de Junho
17 h
Teatro de Cultura Popular
Rua Jundiaí, 641, Tirol(ao lado da fundação José Augusto)
R$ 2.00

cineclubenatal@cineclubes.org
http://www.cineclubenatal.blogspot.com
www.fotolog.com/cineclubenatal

Polkadots
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