19º Festival de Curtas começa amanhã e promete movimentar SP

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Política Viva é o tema do 19º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo, que começa amanhã, sexta-feira, 22, e vai até o dia 29 de agosto, exibindo filmes premiados em Cannes, Clermont-Ferrand, Berlim e Veneza, em diversas salas pela capital paulista. O tema inspira mostras especiais sobre maio de 1968 e curtas militantes da década de 1980, totalizando 381 filmes de 54 países, sendo 106 brasileiros. Em 2007, foram 210 sessões com entrada gratuita nas 10 salas de exibição de São Paulo.

O Festival conta com seis programações, subdivididas nas categorias Programas Brasileiros, Mostra Internacional, Mostra Latino Americana, Mix Brasil, Programas Especiais e Atividades Paralelas, incluindo uma mostra de filmes produzidos nas Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual.

Para a Revista Roling Stone brasileira, um dos destaques será a mostra Carta Branca ao Submarino Vermelho, com filmes de cunho político, e curadoria do coletivo que nomeia a mostra, formado por estudantes de cinema. Entre os filmes estão Maranhão 66, de Glauber Rocha, encomendado por José Sarney, logo após ser eleito governador do Maranhão em 1966; e, Liberdade de Imprensa, de João Batista de Andrade, primeiro filme do cineasta, sobre a imprensa após o golpe militar de 1964. A série Maio de 68, produzida para a TV, e curtas produzidos por estudantes, também integram a programação.

ReproduçãoNa Mostra Internacional estão Eu sou Bob, ganhador do Prêmio Fernand Raynaud de melhor comédia, no Festival de Court-Métrage Clermont-Ferrand, em 2008; e, Danou-se (foto), que levou o Leão de Prata de melhor curta-metragem, na Bienal de Veneza, em 2007. A Mostra Mix Brasil traz filmes que retratam o universo gay. Entre eles estão dois filmes protagonizados por Phedra D. Córdoba, do grupo paulista Satyros: o doc Phedra e a ficção Os Sapatos de Aristeu.

Uma retrospectiva do cineasta argentino Gustavo Taretto será apresentada no programa Cinema e Espaço Urbano. Taretto estará presente na exibição de seus filmes durante o festival.

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo caracteriza-se como um espaço de encontro público entre representantes e curadores de festivais internacionais, realizadores, estudantes e profissionais de audiovisual, e reune convidados de todo o País e do exterior.

A programação completa, com as salas de cinema e os horários de exibição de cada filme estão no site do evento.

A Chinesa de Godard, amanhã na Livraria da Vila Madalena

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Em comemoração aos 40 anos do maio de 68, o recém inaugurado “Cineclube da Vila”, situado na “Livraria da Vila”, Vila Madalena, São Paulo - SP; exibirá o raro clássico de Jean-Luc Godard - “A Chinesa” (”La Chinoise“).

A sessão ocorrerá no dia 30 de maio, sexta-feira, às 19h; e contará com um debate ao final da projeção. Entretanto, o cineclube é apenas uma das atrações da semana em comemoração ao maio 68, segue programação abaixo.

Contamos com a presença de todos,
Obrigado,
Matheus Bottan

Livraria da Vila
Rua Fradique Coutinho, 915 - Vila Madalena
Telefone: 3814-5811

30/5, SEXTA, das 19h às 21h

“A Chinesa” - jean-luc Godard, 1968. 90 min.
Após a projeção do filme A Chinesa, de Godard, serão abordados sua adaptação literária, seu contexto e apropriação na atualidade.

Mônica Brincalepe Campo (Formada em História (USP), Mestre em Comunicação (USP) e em História Social (USP), Doutoranda em História da Cultura (UNICAMP), Professora de História na Faculdade Cásper Líbero)

 

Mirian Paglia Costa (Diretora da Editora de Cultura. Formada em Música e Direito e Jornalismo. Na década de 70 realizou viagens de estudos aos EUA e à França. Trabalhou no Jornal da Tarde, nas revistas Visão e Veja, tendo conquistado em ambas as revistas o Prêmio Jabuti, da CBL, pela cobertura da área de livros)

FILMES SÃO FEITOS PARA SEREM VISTOS

Patrícia Andrade
Ponto de Cultura Vila Buarque
IPSO - Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos
(11) 3129-9690 ou 3231-2972

Debate sobre maio de 68 na Direito, Unisantos, nessa quinta

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A mulher de todos, quarta, CineUFSCar, especial maio 1968

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A MULHER DE TODOS (comédia,1969, 80 min., dir. Rogério Sganzerla)

A ninfômana Ângela Carne e Osso, inimiga número um dos homens, rompe com seu último ‘caso’ e passa o fim de semana na exótica Ilha dos Prazeres. Lá, encontra o playboy Vampiro e o jovem Armando. Seu marido, o extravagante milionário Doktor Plirtz, proprietário de uma empresa que edita histórias em quadrinhos, decide contratar um detetive particular para comprovar a fidelidade da esposa. “A mulher do boçais” quer consumir homens a curto prazo, abandonando-os depois.

Prêmios:
* Prêmio de Mellhor Montagem e de Melhor Atriz para Helena Ignez, no IV Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, DF em 1968.
* Melhor Atriz no III Festival de Cinema de Marília, SP, em 1969.

Curta-metragem
* O GURU E OS GURIS (Jairo Ferreira, 1973, 12’)

Documentário sobre Maurice Legeard (1922-1997), o mítico fundador da Cinemateca de Santos, e sua paixão pelo cinema. Crítico e realizador, Legeard foi ainda um dos gurus do cineclubismo brasileiro como atividade de vanguarda. O Guru e os Guris, “para além dos belos planos da cidade praiana tem situações memoráveis como a seqüência numa mesa de bar repleta de cervejas reunindo várias pessoas e o cineclubista afirmando com a voz bastante alterada que a bebida nunca atrapalhou o seu trabalho” (Arthur Autran).

Convidados para o Debate:
Profª. Josette Monzani (DAC/UFSCar) e Prof. Alessandro Gamo (DAC/UFSCar).

Sugestões:
* Cinema de Invenção – Entrevista com Jairo Ferreira.
http://cinema-de-invencao.blogspot.com/2007/04/entrevista-com-jairo-ferreira.html

* Livro: CINEMA DE INVENÇÃO
Autor: Jairo Ferreira.
Editora: Limiar, 2000.

A Chinesa, Godard, dia 17 no Cineclube do CES

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DIA 17 DE MAIO, 17h
A CHINESA“, de Jean-Luc Godard, é um dos seus filmes mais esquisitos. Um retrato, em pinceladas da pop-art, do novo movimento de esquerda da França, um ano antes dos eventos do Maio de 68. Segundo ele próprio escreveu, “após dez anos, entre as mudanças que se produziram no mundo, a mais importante é, sem dúvida, a oposição do Partido Comunista chinês e o Partido Comunista da União Soviética. Este filme descreve a aventura interior de um grupo de jovens, no verão parisiense de 1967, e os métodos teórico-práticos em nome dos quais Mao Tsé-Tung rompeu com o ‘aburguesamento’ dos dirigentes da União Soviética e dos principais partidos comunistas ocidentais”. Esta ruptura influenciaria também o desaguamento de maio de 68.

Maio de 68 no Cineclube do CES

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Pode não ter mudado o mundo. Mas as movimentações ocorridas em Paris durante maio de 1968 mudaram, certamente, a forma como olhamos e pensamos o mundo em que vivemos. Da política à filosofia, da educação à cultura, o tão atribulado século XX divide-se certamente entre o antes e o depois de Maio de 68.

E o cinema não era apenas reflexo do que se passou em 68. Durante o ano, para além dos cineastas e seus filmes terem sido protagonistas das lutas deste período, muitas das obras produzidas na época, sob o furor do ideário francês, ainda hoje são fundamentais para entendermos a ruptura pela qual a História passou depois desse ano. Em 1967, outras películas apresentavam-nos um mundo em ponto-de-bala, onde a única saída para o ocaso de situações revolucionárias era criar a sua própria situação revolucionária. Só fazer o que manda o seu coração.

Daí nos surgiu a idéia, agora que arredondam 40 anos das movimentações de maio de 68, de fazermos, no CES, uma pequena seleção de filmes que consideramos emblemáticos – filmados ou não em 68, na França, ou que tratem ou não sobre os acontecimentos deste mês – sob o nome de “CICLO ESPECIAL MAIO DE 68 - SÓ FAZ O QUE MANDA O SEU CORAÇÃO“. Ao longo de quatro sábados, exibiremos quatro filmes que carregam em si o espírito, a história, o desejo e a angústia dos estudantes e trabalhadores que pararam a França em 1968. Assisti-los, reencontrar estes filmes é sentir o enorme frescor daquele período.

Todas as sessões começam às 17h e custam r$2. O CES fica na Avenida Ana Costa, número 308, próximo ao Extra.

Confira a programação completa no site do CES.

Cine Santander Cultural apresenta as mostras especiais em maio

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Persépolis, longa-metragem de animação francês, consta da programação que inclui a Quarta-feira Comentada e o projeto Le Rendez-vous Cinéma. Também serão exibidas mostras de filmes com a atriz francesa Jeanne Moreau e sobre ícones que inspiraram a geração do Maio de 68.
(2/05/2008)

O mês de maio no Cine Santander Cultural, em Porto Alegre, inicia-se com a exibição da animação francesa Persépolis, de 2 a 8 de maio, em três sessões diárias. O filme é uma adaptação dos quadrinhos autobiográficos da iraniana Marjane Satrapi, romancista gráfica, ilustradora e escritora infanto-juvenil. Seguindo o caminho das novelas gráficas, o trabalho conquistou público e crítica, sendo premiado no Festival de Cannes do ano passado, além de outras inúmeras distinções. Persépolis será o tema da Quarta-feira Comentada, dia 7/5, às 15h com Ivonete Pinto, professora gaúcha e pesquisadora da cultura iraniana.

De 9 a 22 de maio, a Mostra Especial Jeanne Moreau 80 anos reúne oito filmes da atriz francesa. A iniciativa é uma homenagem para Moreau, que marca a história do cinema com seu semblante sedutor e enigmático. Da imensa filmografia, foram selecionados alguns dos diretores europeus com quem trabalhou: Louis Malle, em Ascensor para o Cadafalso e Os Amantes; François Truffaut, em A Noiva Estava de Preto, e Jacques Demy, em A Baía dos Anjos, estão entre eles.

Mr. Klein, do diretor Joseph Losey, terá única e rara exibição sem legendas e será comentado em francês por Josmar Reyes, diretor da Aliança Francesa em Porto Alegre. A sessão dá continuidade ao projeto Le Rendez-vous Cinéma, iniciado em abril. O clássico de guerra O Trem, o brasileiro Joanna Francesa – em que Jeanne é dublada por Fernanda Montenegro – e Cada um com seu Cinema, um dos trabalhos mais recentes de Moreau, estão na mostra. Composto por 34 curtas-metragens dirigidos por importantes e reconhecidos realizadores da atualidade, em Cada um com seu cinema eles expressam seus sentimentos em relação ao cinema. Walter Salles, Roman Polanski e Wim Wenders são alguns dos nomes.

Maio de 68 – De 24 a 29 de maio, a mostra Personagens de Maio comemora os 40 anos do Maio de 1968. A programação reúne filmes que investigam ícones de uma geração, que simbolizaram e impulsionaram a efervescência político-cultural daquele momento. Da França, os documentários A Nouvelle Vague por Ela Mesma e Cidadão Langlois são repletos de depoimentos e imagens sobre a influência da arte na política e vice-versa.

O documentário Rocha que Voa, dirigido pelo filho de Glauber Rocha, Eryk Rocha, é um dos trabalhos brasileiros que compõe a mostra, assim com o curta-metragem Um Filme, de Marcos Medeiros. Glauber e outros diretores estão em Cinema Novo, documentário de Joaquim Pedro de Andrade que registra o movimento brasileiro. No Direction Home - Bob Dylan, de Martin Scorsese, também está em Personagens de Maio, com depoimentos, cenas raras de apresentações ao vivo e entrevistas de Dylan.

Veja a grade completa da programação, com informações sobre os horários das sessões e sinopses dos filmes no site do Santander Cultural.

Fonte: Fundacine

Polkadots
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