British Culture Week

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Fonte: Cineclube fdup

Chegou às minhas mãos, por intermédio do meu professor de Inglês Jurídico, um interessante ciclo de cinema inglês, promovido no âmbito da British Culture Week, iniciativa levada a cabo pelo Oporto British Council. Paralelamente, haverá lugar para duas tertúlias sobre o cinema inglês. O local é a FLUP.
Aqui fica:

Monday 10th
15h30 Anfiteatro Nobre
Official Opening Session:
Tony Barker (Univ. Aveiro)
“You´re Nicked!” A Taxonomy of Classic British Crime Films.

Tuesday 11th
13h45 Anfiteatro Nobre
Film:
Bend It Like Beckham (Gurinder Chadha)
Introduced by Nic Hurst (meu Professor)

Wednesday 12th
10h45 Anfiteatro Nobre
Sara Graça da Silva (CETAPS – PhD Univ. Keele)
And now for Something Completely Different: British Comedy and the Representation of Britishness.

15h45 Anfiteatro Nobre
Film:
My Left Foot (Jim Sheridan)
Introduced by Roger Luke

Thursday 13th
15h45 Anfiteatro Nobre
Film:
Kes (Ken Loach)
Introduced by Jonathan Banatvala

Friday 14th
13h45 Anfiteatro Nobre
Film:
The Life of Brian (Terry Jones)
Introduced by David Christopher

Geriatria de autor

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Fonte: Pickpocket

Belle Toujours é um filme de velho. E nem venham com esse papo de que o Manoel de Oliveira é eternamente criança, juvenil e etc, porque ele, no alto dos seus quase 100 anos, faz o melhor cinema-de-velho do mundo. Não há absolutamente qualquer juventude no olhar de Belle Toujours. O que há é precisão e calma, uma destilação do prazer nos menores detalhes: uma estátua, uma placa, um prato de comida, um desencontro cômico.

Não há também homenagem propriamente dita a Buñuel, no máximo um aceno fraterno. É um outro filme, a partir do de 67. Mais do que ligação, a lógica é a da comparação: o que éramos antes e o que somos hoje. E o velho Manoel-Piccoli nos diz que somos caretas. Não só os jovens, mas todo mundo. Se lá pelos idos da década de 60 sua jovem amiga nutria uma relação sado-masoquista, hoje em dia, velha, se faz de casta. Resta então a esse velhinho calmo e seguro não abrir concessões. Contra a imagem da falsa moralidade, o rolo compressor anarquista do prazer. Talvez aí esteja a confusão que fazem: o que pensam ser juventude, é saber viver.

Faltam 05 Minutos na Bahia

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Fonte: de Filmes de Junho

Um pouco da história do futebol de Santa Maria e de uma grande jornada da equipe do Inter de Santa Maria e das emissoras de rádio da Cidade Coração do Rio Grande do Sul. É disso que trata o documentário “Faltam 05 Minutos”, que está classifcado para a edição 2008 da Jornada Internacional de Cinema da Bahia. O encontro é uma das principais mostras competitivas e não-competitivas do país além de ser um grande espaço democrático de debate e exibição de filmes. A Jornada da Bahia acontece de 11 a 28 de setembro de 2008, em Salvador. Mais informações em www.jornadabahia.com

Confira abaixo o trailer de “Faltam 05 Minutos”. Parabéns para a equipe e todos os que participaram do projeto e tantas pessoas que tem apresentado a sua opinião sobre o documentário. Salve Santa Maria e um pouco de nosso futebol e de nossa trajetória audiovisual. Um abraço.

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Encarnação do Demônio

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Eis a diferença entre o cinema americano e o brasileiro. Se você é cult nos EUA, ganha um empurrãozinho do Tarantino, um contrato com os Weinstein, uma vaga na panelinha dos Coen, algo assim. Se você é cult no Brasil, você não ganha porcaria nenhuma e leva 40 anos pra fazer um filme. José Mojica Marins (o nosso Zé do Caixão), o maior ícone do cinema nacional ao lado de Renato Aragão (o nosso Didi), levou esse tempo pra concluir sua trilogia iniciada em 1964 com “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” e continuada em 1967 com “Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver”. Dois clássicos absolutos e uns daqueles raros exemplares de “cinema de gênero” em um país que só sabe fazer drama e comédia, quando muito.

De lá pra cá, Mojica tornou-se um herói underground, fez filmes de todo tipo (até de sacanagem), programas de TV, ganhou biografia, foi idolatrado no exterior e redescoberto no Brasil. Mas nada disso garantiu sua sobrevivência no nosso cinema. No mínimo, garantiu uma equipe de jovens talentos completamente apaixonada pelo ídolo e disposta a fazer de “Encarnação do Demônio” o filme que ele merece. Com a orientação do mestre, eles conseguiram.

Em uma combinação nada sutil da ficção de Zé do Caixão com a realidade de Mojica, o filme começa mostrando que o personagem passou 40 anos preso por seus crimes hediondos cometidos nos anos 60. Como a lei brasileira é uma merda, alguém resolve soltar o psicopata satânico, agora um senhor de idade. Mas Zé do Caixão é persistente e, assim que sente o doce ar da liberdade, já retoma sua antiga missão: encontrar a mulher que irá gerar seu filho perfeito, e trucidar todo o resto de gente que passar pelo caminho. A polícia sanguinária e os fantasmas do passado não vão deixar essa missão se tornar tão fácil assim.

Os flashbacks dos filmes anteriores deixam claro que o agente funerário Josefel Zanatas dos anos 60, em preto-e-branco, bota muito mais medo do que nosso velhinho dos dias de hoje. Nas últimas décadas Zé do Caixão tornou-se uma figura folclórica, caricata. Suas unhas gigantescas são ícones da cultura nacional como a buzina do Chacrinha. Mojica deve saber disso, porque tratou de mostrar um personagem assustado, assombrado, atormentado, que se choca com garotos fumando crack na rua e volta toda a sua amargura contra instituições como a polícia e a igreja. O medo que o velho Zé do Caixão transmite foi, de certa forma, atualizado.

Não que isso faça alguma diferença quando começa a carnificina propriamente dita, e as vísceras e a carne e o banho de sangue tomam conta da tela. Rob Zombie, Eli Roth e aqueles caras que fazem “Jogos Mortais” devem se sentir cineastas Disney quando Mojica desce o cacete na mulherada (em todos os sentidos possíveis), usa um rato de maneira sexualmente pouco ortodoxa, amarra uma vítima dentro de um porco (cena já antológica) e dá novo sentido à expressão “comer uma bunda”. Tudo, lembre-se, em nome do amor e da perpetuação da espécie. Afinal, Zé só quer copular.

Ao seu lado em cena, Mojica conta com figuras simbólicas como o eterno Jece Valadão (em seu último papel), José Celso Martinez Corrêa e o sensacional Milhem Cortaz (de “Tropa de Elite”), numa versão mais louca e perturbada do monge albino de “O Código Da Vinci”, além de uma seleção de mocinhas desinibidas que topam qualquer parada (Jackass de cu é rola). Do lado de trás da câmera, fotografia e edição de primeira, direção de arte e maquiagem caprichadas e efeitos impressionantes, principalmente quando os fantasmas do passado aparecem em p&b.

“Encarnação do Demônio” é motivo de orgulho para todos os envolvidos e também para quem assiste. Eu não sei quanto a você, mas eu me sinto orgulhoso só de ver um filme de terror passado em São Paulo. Precisava mesmo o demônio mostrar pra gente que ainda há esperança e gente bacana no cinema nacional. Mojica disse que seu filme é um exemplo pra todos os jovens cineastas da América Latina que gostariam de fazer filme de terror por aqui. É uma pena que não saia um desses a cada seis meses.

Renato Thibes | registrodissonante.blogspot

Fome de Quê?

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Fonte: de Filmes de Junho

“Fome de Quê?”será exibido hoje a tarde no Festival de Cinema de Gramado, na Mostra Gaúcha - Prêmio Assembléia Legislativa.
Agradeço a toda a equipe que fez o filme estar na tela. Um especial agradecimento ao ator Joel Cambraia pela dedicação ao personagem. Abaixo o trailer do curta-metragem. Um abraço.

A Verdade Ainda Está Lá Fora

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Sexta (25/07) estreou Arquivo X: Eu quero Acreditar. Chris Carter apostou em não explorar a mitologia da série e deu super certo. No filme vemos um caso isolado, bem ao estilo “monstro da semana” (sem o monstro). Uma agente do FBI está desaparecida e para encontrá-la a agência conta com a ajuda de um padre que cumpriu pena por pedofilia e diz ter visões sobre o desaparecimento. Sob olhares desconfiados a agente responsável pelo caso resolve procurar ajuda de Fox Mulder, ex agente procurado pelo próprio FBI. Quem media a retomada de relações entre Mulder e o Bureau é Scully, também ex agente e exercendo a medicina em um hospital católico.

A primeira aparição de Fox Mulder é cheia de suspense, um jogo de câmeras para esconder seu rosto até o momento certo, quando finalmente vemos um homem barbudo e depressivo recusando ajudar o FBI. Claro que a foto de sua irmã colada na porta ao lado de muitos recortes de jornais o fazem mudar de idéia. Começa então a investigação.

Mas o filme é sobre o relacionamento entre Mulder e Scully, suas novas vidas e como o passado os afeta. O novo caso é o estopim para Mulder voltar aos velhos tempos. Em plena forma o ex agente assume o compromisso com a condição de ter Scully ao seu lado, o que é veementemente recusado. Mulder quer olhar para escuridão, ele quer acreditar. Scully não mostra mais a antiga disposição (por mínima que fosse) de acreditar no extraordinário. As crenças entram em choque de novo, de certa forma os velhos tempos estão ali, bem aos nossos olhos. Com a sequência dos acontecimentos (tanto no caso onde Mulder presta ajuda com seus conhecimentos de anos no X Files, quanto no dia-a-dia de Scully no hospital) a eterna parceira de Mulder começa a querer crer.

Um bom filme para fãs da série, mas é também um bom filme para pessoas que nunca viram nem ouviram falar de Arquivo X (o que me parece pouco provável). E a prova eu tenho, a chefe viu, adorou e prometeu ver a série, já até me pediu a primeira temporada emprestada.

Uma pena foi o tema da série ter sido pouco usado. Mas compensa com as referências: as sementinhas, o lápis no teto, o pôster I Want To Believe e a foto da Samantha.

Teve quem não gostasse. Mas até aí tudo bem, nada agrada a Gregos e Troianos mesmo. Para aqueles que não gostaram, digamos que vale a pena ver David Duchovny e Gillian Anderson de volta aos papéis de Fox Mulder e Dana Scully. E vale a pena relembrar a série depois de tanto tempo. E para a mulherada vale a pena ver Duchovny sempre.

Em tempo: fique até o final dos créditos, ok?

Why so serious?

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Ontem foi a tão esperada estréia de Batman O Cavaleiro das Trevas. Assisti à noite, porque meu horário de trabalho não é tão flexível quanto gostaria. Comprei os ingressos na quinta, porque previ sessões esgotadas horas antes de iniciar.

De fato, as críticas positivas acerca do filme são mais do que verdadeiras. O filme é fantástico. Batman bateu recorde de bilheteria, teve uma campanha de dar inveja envolvendo muita gente em ações de divulgação. A Marca do Coringa esteve em todo lugar, e o alvoroço foi geral.

Pois ver o filme é ainda melhor do que toda a expectativa. Confesso que os meus personagens preferidos sempre foram os da Marvel, e na mocidade tinha um certo preconceito em relação ao Homem Morcego. Tudo mudou com Batman Begins (2005). Aquele filme me fez repensar e até comecei a ler os quadrinhos. Hoje adoro esse personagem. Tem alguns personagens da DC que eu sempre gostei, mas não vem ao caso. O fato é que Batman passou a fazer parte da lista de figuras bem quistas do Universo DC.

E por falar em quadrinhos, a Panini relançou Batman: o Longo Dia das Bruxas, uma das melhores histórias do personagem e Batman: o Cavaleiro das Trevas: Edição Definitiva - Brochura.

O filme é realista, os personagens são humanos e como tal se vêem em dilemas existenciais. A trama é muito bem construída. Tudo é muito bem explicado. E quem acompanhou o ARG produzido pela 42 Entertainment percebeu a atuação da campanha em diversos detalhes do filme.

O ponto forte do filme é sem dúvida o Coringa (ou Curinga? Entenda o porque da confusão). A atuação de Heath Ledger é extraordinária. Todas as suas insanidades são perfeitas. Não tem como sair do cinema sem ficar pensando “que cara fodástico“! Absolutamente tudo o que ele falou e fez foi inacreditável.

Roteiro maravilhoso + atuação fantástica = melhor vilão de todos os tempos!

E tenho dito.

Originalmente publicado no trecos & trapos.

Anche Libero va Bene (2006)

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Fonte: de le Pick Pocket

Contra a criação doentia da imagem pela imagem alimentada pela cinefilia (do qual me incluo nisso), temos a simplicidade profunda de Kim Rossi Stuart. Anche Libero va Bene (Estamos bem mesmo sem você), talvez seja um dos melhores exemplos recentes de um cinema que usa da tradição, evitando de um lado os esquematismos pragmáticos, de outro a histeria pseudo-artística. Rossi cumpre a função pecaminosa de contar uma boa história e de investir cuidadosamente na elaboração e encarnação de seus personagens (o que é de se esperar de um diretor-ator). Com isso, realiza algo que muitos autores desejam, mas não conseguem. Faz com que a imagem de seu filme tenha uma sensibilidade cutânea.

O momento de vida em que Tommi se encontra, minado por um pai desesperado com o descontrole de sua família, uma mãe que periodicamente abandona a casa mas sente um profundo amor pelos filhos, e as inúmeras “pequenas” coisas da vida (o desejo amoroso, a vida social), é crucial na sua formação como pessoa. Seus percursos e escapatórias, uma geopolítica da sala de aula, um jogo com a realidade sobre o telhado, a sua obrigação de cumprir o papel de nadador, são como terminações nervosas que se expandem, se retraem e sofrem perturbações de acordo com o as reviravoltas de sua família. Por isso, o que está em jogo para Tommi é a perda total da sensibilidade, a morte destas terminações como talvez a única saída para ele continuar tocando a vida.

Talvez o que dê grande força a este filme bastante conciso em termos de imagem é o trabalho de foco narrativo, quase um palavrão em tempos de pós-cinema. É este o principal recurso que constrói o olhar de Tommi (provavelmente elemento mais importante do filme) e o que o alinha ao nosso. Por entrarmos no meio de uma história (o clássico in media res) construímos afirmações e expectativas através de um senso-comum. Porque Tommi tem tanta desconfiança do retorno da mãe? Não é sua irmã que está certa, ao se entregar às emoções e aos braços dela?

Tal elipse dramática sobre o protagonista é o suficiente para que se construa o campo de terminações que estão em jogo e que define a tensão que faz de Tommi singular: tentar achar o equilíbrio entre ser um homem e conseguir nutrir algum sentimento pelas coisas. E achar equilíbrio parece ser a ação que o filme tateia como solução. É através da concessão mínima que Tommi tem a possibilidade de ainda acreditar em sua família despedaçada, apostar em descobertas e contar com uma sustentação para construir sua precária rede de sentimentos e expectativas que fazem dele alguém vivo. E é isso que fazem um abraço engasgado de pai e uma carta sincera de mãe. Dão vontade de continuar.

O Joelho de Claire (1970)

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Fonte: de le Pick Pocket


Rohmer deve ser um dos poucos cineastas que consegue ao mesmo tempo ser anódino e intenso. Os caminhos tortuosos que ele usa para chegar à sua mise-en-scène, como a literalidade através de ceninhas pouco dramáticas e o discurso de si mesmo feito por seus personagens, são apenas chamarizes na construção desses grandes edifícios a partir de bases muito simples.

A feitura de um personagem como Jerome é um grande trabalho. Ela vai da escolha precisa de um detalhe simples como a barba, até recantos da personalidade que começam numa timidez, vão a um comportamento de espreita e chegam a uma crueldade. Para sustentar tudo isso, o (falso) recurso de se fazer personagem que pactua com Aurora, sua amiga escritora.

Grande também é a versatilidade de Rohmer ao encenar. A cena com Claire (foto) é de uma intensidade e crueza que até seu momento pareciam insuperáveis. Só que justo em seguida temos a cena em que Jerome descreve para Aurora tudo que havia acontecido nesta mesma cena com Claire. A ambiguidade e riqueza do relato criam uma intensidade muito diferente da cena anterior, mas tão vibrante quanto.

Essas oscilações entre forte e fraco, ambiente e relato, entrega e atuação, são muito estranhas e atraentes. Ao mesmo tempo, não sei se é só comigo, os protagonistas de Rohmer são constrangedoramente familiares. Por fim, acho que dá para dizer que esse filme bebe bastante da psicanálise: vai da mistura indefinada de sentimentos, até o desejo vazio por um joelho.

Filmes para sexta-feira 13 por Daniel Lopes

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O amigo Daniel Lopes, conhecido por suas receitas sempre especiais em seu blog La cocina pimponeta, lista filmes essenciais para quem quer se divertir e tremer na sexta-feira 13, confira.

Sexta-feira é o dia de ver um filminho e descansar da semana que, enfim, terminou. Mas quando a data cai no 13º dia do mês, os mais medrosos podem achar que ir ao escurinho do cinema ou alugar um DVD e ficar em casa sozinho não é das ações mais indicadas.

Para acabar com qualquer superstição, fizemos uma pequena lista de filmes – sem ordem de preferência – para agradar tanto os fãs de terror quanto os que se arrepiam só de lembrar da máscara de Jason, o vilão da série “Sexta-feira 13”.

Se os filmes não funcionarem, você pode sugerir outros filmes nos comentários ou apelar para o pé de pato, mangalô, três vezes.

- “O orfanato”
Produzido pelo mexicano Guillermo del Toro (de “Hellboy”), o filme mantém o climão sombrio das produções do mexicano falando sobre uma mulher que resolve comprar a casa onde cresceu, o orfanato do título. Só que as crianças que viviam no local continuam lá, décadas depois de morrerem.

- “Coração satânico”
Um embate entre Robert De Niro e Mickey Rourke, entre o bem e o mal, sob a batuta de Alan Parker. Se não bastasse a constelação, só a cena do coração valeria todo o filme.

- “Bebê de Rosemary”
Mia Farrow está grávida, só que o pai, bem, o pai não é exatamente quem parece ser. Para completar, ela está no seu apartamento novo e desconfia de todo mundo, inclusive do marido. Terror psicológico da melhor qualidade assinado por Roman Polanski.

- “Cemitério maldito”
Há gente que acha que esta adaptação do livro de Stephen King fica devendo para a obra original. Mas as cenas dos retornos dos que já foram são todas de arrepiar até o último cabelo.

- “A Noite dos Mortos Vivos”
Em falando de mortos-vivos, este é o primeiro longa-metragem de George Romero, considerado por muitos como a produção que definiu e criou o gênero de filme de mortos-vivos, também conhecidos como zumbis.

- “O iluminado”
Outro longa inspirado levemente na obra de Stephen King, mas agora com a assinatura de Stanley Kubrick e com Jack Nicholson no papel de um pai de família que enlouquece aos poucos dentro de um hotel estranhíssimo. As seqüências com o velocípede do garotinho são… bruuuu… de prender a respiração.

- “O exorcista”
“Só vi quando já tinha 20 e poucos anos. É muito assustador a menina, a possessão, o desconhecido, a falta de controle sobre algo que você não sabe o que é nem de onde vem”, contou a VJ Marina Person ao G1.

“The Eye - A Herança”
Uma menina cega de nascença consegue enxergar depois de uma cirurgia. Mas, como ela já nasceu sem ver, não sabe diferenciar quem está vivo dos que estão mortos. E nem quem está assistindo consegue. O filme chinês agradou tanto que já há uma versão americana, com Jessica Alba.

- “A profecia”
O original contava com Gregory Peck como o embaixador que descobre que o filho não é exatamente um santo. Antes de acreditar nesta verdade, entretanto, várias pessoas começam a morrer inexplicavelmente. Mas o argumento definitivo para convencê-lo é o número do pai verdadeiro que está marcado na cabeça do menino.

- “Carrie, a Estranha”
A cena em que Carrie é humilhada na formatura pelos colegas do colégio ficou tão famosa que até a novela “A rainha da sucata” imitou. Já a vingança da estranha, nenhum filme ou novela conseguiu fazer igual. Brian de Palma assina esta adaptação do primeiro livro de Stephen King.

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Valeu Daniel.

Sabe que dia é hoje?

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É dia de filmes de terror, superstição, gatos pretos, bruxas e maldições. Hoje é sexta-feira 13! E não há nada mais lembrado em sextas-feiras que tenham o número 13 no calendário do que os filmes assustadores. E esse gênero cinematográfico me agrada bastante. Além disso o número em si e a data carregam consigo uma série de lendas urbanas. Uma Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês é considerada popularmente como um dia de azar.

E de onde vem essa espécie de tradição mundial? Uma das origens prováveis está no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os membros da ordem teriam sido presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Existem outras versões para a origem desse dia tão odiado e tão amado em todo mundo, uma história cristã, outra judaica e outra nórdica. Na wikipédia tem um resumo de todas, basta escolher com a qual se identifica mais.

Bom, se é um dia de azar eu não sei. Eu pessoalmente não tenho problema nenhum com isto, quero é ver gatos pretos, partir espelhos e passar por baixo de escadas. Mas o clima desse dia é extremamente atrativo para pessoas que como eu não dispensam uma noite de terror. Hoje à noite não poderei ir em nenhuma maratona de terror, pois desconheço qualquer atividade do gênero em Porto Alegre (aliás, se alguém souber me avisa), mas farei a minha própria maratona, em casa mesmo. São muitos títulos, filmes e Arquivo X[bb], ainda não decidi. Sintam-se convidados!

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BLINDNESS: Após sessão tensa em Cannes, Meirelles e elenco quebram o gelo em entrevista

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http://blog.o2filmes.com/up/o/o2/blog.o2filmes.com/img/Juliane_e_Mark_Ruffalo.jpg

O silêncio e o desconforto deixados no ar logo após a sessão para a imprensa de “Ensaio sobre a cegueira”, novo filme de Fernando Meirelles, na manhã desta quarta-feira em Cannes, se desfizeram minutos depois com o início da entrevista coletiva do elenco. O diretor brasileiro foi bastante elogiado pela atriz Juliane Moore - “Quando minha agente disse que eu poderia fazer um filme com o Fernando disse a ela: não brinque comigo!” - e as críticas dos jornalistas não vieram.

O mais crítico ou cético parecia ser o próprio brasileiro: “Ainda acho que talvez não seja o melhor filme para abrir o festival”, brincou Meirelles, repetindo o que vem dizendo desde o anúncio da escolha do longa para abrir Cannes. “É um filme indigesto para preceder um jantar.”

De fato, o filme exige estômago. Não só para ultrapassar os primeiros minutos, um tanto truncados, em que um a um os personagens vão ficando misteriosamente cegos, mas para dali em diante suportar a crescente degradação humana dos doentes que são abandonados em um sanatório à própria sorte. O cardápio inclui fezes, urina e restos de comida pelo chão, feridos que, sem auxílio médico, acabam morrendo e precisam ser enterrados pelos próprios internos e uma polêmica - e possivelmente já atenuada - seqüência de estupros coletivos.

Para aprenderem a caminhar como cegos, os atores contaram que usaram vendas para interagirem entre si e saírem à rua. “Quando você está cego, é obrigado a se ver dentro de uma nova perspectiva, e algumas seqüências acabam parecendo comédia”, disse o mexicano Gael García Bernal, espécie de vilão da trama. “Tudo o que eu fazia no começo na tentativa de atuar como cego parecia errado, espero que essas fitas tenham sido destruídas”, brincou.

A cegueira de que trata o filme, no entanto, não é só física, mas como diz Meirelles, “é também psicológica, sociológica, política”, sobre “Como as pessoas vão se relacionar, se organizar quando uma tragédia dessas acontece”.

“Após a destruição causada pelo furacão Katrina (em Nova Orleans, EUA), recebi vários telefonemas de gente falando para eu fazer o filme logo. Mas o Saramago queria que fosse uma alegoria, que não idenficássemos lugar ou período específicos”, afirma o roteirista Don McKellar, responsável por convencer o escritor Saramago a vender os direitos do romance. “Em 1998, quando pensei pela primeira vez em adaptar o livro, tentei pedir ao Saramago pela editora dele, mas ele se recusou. Disse que o cinema destrói a imaginação”, lembrou Meirelles.

Fonte: Diego Assis, G1 em Cannes.

BLINDNESS: Estréia no Festival de Cannes

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via @ricardo_tromm

O novo filme do Fernando Meirelles. O filme dirigido pelo brilhante diretor de Cidade de Deus foi escolhido para a abertura do 61º Festival Internacional de Cinema de Cannes. Vamos ver o que diz a crítica especializada.

(Na foto Fernando Meirelles no centro, com o roteirista Don McKellar, Alice Braga, Julianne Moore e Gael García Bernal, durante a entrevista coletiva)

“O melhor filme de abertura da mostra nos últimos cinco anos” - O Globo, sobre como a crítica internacional avalia o filme

“Ensaio sobre a cegueira é assombroso” - Rodrigo Fonseca, do Blog do Bonequinho O Globo

“Ousado e magistral” - The Guardian

“O cineasta pegou o romance apocalíptico de Saramago e transformou em um suspense cheio de ritmo, que desafia e arrepia”- The Guardian

“Uma fábula cruel, política e cerebral” - Hollywood Reporter

 “…fazem um bom trabalho para salvar um filme que, ao tentar ser fiel demais ao texto original, cai na monotonia” - Telegraph, sobre as atrizes Julianne Moore e Alice Braga

 ”Apesar da forte atuação de Julianne Moore, o drama poucas vezes atinge a força visceral, o espectro trágico e a ressonância humana da prosa de Saramago” - Variety

 

 

 ”O trabalho mais lúcido e coeso esteticamente da carreira do diretor de Cidade de Deus” - Rodrigo Fonseca, do Blog do Bonequinho dO Globo

Fonte: Diego Reigoto (polaroidescriticas.blogspot.com)

Lady Chatterley (2006)

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Fonte: de le Pick Pocket


Filme de mulherzinha. Sim, é isso que Lady Chatterley é. Mesmo assim, não há como negar, ele contém qualidades que extrapolam o “gênero”. Aspectos que, de alguma maneira, nos permitem sentir como esta mulherzinha que corre desajeitadamente pelo bosque. Dentre as várias, talvez a mais me agradou foi esta: o uso simples e bonito da mise-en-scène como complemento indissociável da dramaturgia.

Vou ser mais claro. Há em Lady Chatterley, por exemplo, o uso de letreiros, de descrições de ações em forma textual. É de se perguntar, qual o sentido de utilizar um procedimento tão tosco e anacrônico? No caso do filme de Ferran, para algo bastante simples e interessante. A trajetória de Lady Chatterley é sobre sua descoberta sexual. Para isso ela precisa tomar atitudes, em outras palavras, pôr-se em cena. Nada mais eficaz, portanto, do que literalmente descrever o que não é crucial como tomada de postura da protagonista. Isso acaba realizando um efeito tanto de concisão, quanto de contraste nas entradas da protagonista.

Mas é na progressão desta tomada de atitude que vemos mais claramente o quanto encenação e dramaturgia trabalham bem juntas. Para isso, podemos dividi-la em pelo menos três etapas.

Num primeiro momento a atração de Constance Chatterley por Farkin (guarda-caças de seu marido industrial e mutilado de guerra Clifford) se dá por uma visão panteísta, de admiração poético-ingênua pelas coisas da natureza. Vemos no primeiro terço do filme a grande presença de flores, plantas, água. E talvez mais importante, um olhar bastante efusivo para esses elementos, planos de detalhe, aproximações que evidenciam um eu sensível e ensimesmado, que se surpreende com o mundo, mas que se mantém distante dele.

Posteriormente, Lady Chatterley começa a frequentar a cabana de Farkin. Para isso, ela precisa demonstrar vontade. Ela então se põe em cena, finalmente. Não é mais um olho-câmera. E como não está acostumada, se constrange. Algumas das cenas mais cômicas do filme (que, aliás, é recheado delas, com Constance perambulando como uma espécie de Mary Poppins desajeitada) estão nesses momentos em que dois corpos dividem um mesmo espaço e não sabem bem o que fazer.

E assim, ocorre a tomada de Lady Chatterley, que sem cerimônias faz amor com Farkin, ficando mais vislumbrada pela situação fora de sua realidade, do que realmente sentindo prazer. Porém, paulatinamente vemos a consolidação de sua liberdade sexual: primeiro ela sente prazer, segundo eles gozam juntos, terceiro ela explora o corpo masculino e por último retorna à natureza, agora não mais como um mero olhar contemplativo, mas como um corpo feminino que demanda prazer e se arrisca em uma época em que isso é condenado. O resultado é o amor incondicional do guarda-caças sensível, que como diz sua mãe, tem alma de mulher.

Temos então formada uma trajetória de liberação, que casa singelamente o drama dos personagens ao modo em que esta narrativa de sensações corporais é contada visualmente. De fato poderíamos enquadrar esta pequena jornada erótica em um desses repertórios do que chamamos filme de mulherzinha (de construção ou destruição de paixões avassaladoras). Contudo, a elegância, a concisão e o humor da direção de Pascale Ferran elevam essa experiência a universalidade do prazer da descoberta. E sem culpas.

Interesse, poder e muito dinheiro

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RESENHA CRÍTICA DO FILME “PIRATAS DO VALE DO SILÍCIO”
Autor: Gica Trierweiler

Título Original: Pirates of Silicon Valley
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 95 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1999
Direção: Martyn Burke
Roteiro: Martyn Burke, baseado em livro de Paul Freiberger e Michael Swaine

Interesse gera muito dinheiro. Poder dissemina interesse. Muito dinheiro compra tudo. Seja lá qual for a ordem dos fatores, todos estão no filme “Piratas do Vale do Silício”, rodado por Martyn Burke, baseado no livro de Paul Freiberger e Michael Swaine. Com a intenção de ser exibido na televisão americana, a obra ganhou o mundo por relatar uma história de titãs da tecnologia.

Steve Jobs e Bill Gates, vividos por Noah Wyle e Anthony Michael Hall, se desdobram em mil artimanhas para abocanhar o mercado mundial da informática. Como a tríplice “interesse, poder e muito dinheiro” também entram em cena, não sobra espaço para a ética, valores morais ou bom-senso: bem ao modo americano.

A produção de 1999 rotula mocinhos e bandidos sem dó nem piedade. Diálogos superados, movimentos de câmeras insossos, elenco fraco e uma direção morna delegam toda a responsabilidade do sucesso do filme ao roteiro. Funcionou? Parece que sim. A fórmula é velha, quase tão velha quanto o triângulo “interesse, poder e muito dinheiro”.

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Polkadots
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