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Adeus, ‘São’ Linduarte

Antes de enveredar pelo documentarismo, Linduarte foi professor, fotojornalista, repórter e crítico da Sétima Arte

Devido à uma parada respiratória, morreu na manhã de ontem, aos 81 anos, o maior nome referente ao cinema paraibano: Linduarte Noronha.

Internado há algumas semanas no Hospital Memorial São Francisco, localizado no bairro da Torre, em João Pessoa, Linduarte inspirava cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital devido à dificuldade respiratória depois de passar por uma pneumonia.

Foi em plena Revolução de 1930, culminando com o golpe de Estado que 'matou' a República Velha, que o Linduarte Noronha nasceu em Ferreiros, interior de Pernambuco. Não só viu a luz pela primeira vez durante uma efervecência histórica, como colocou seu nome na História realizando o documentário Aruanda (1960), responsável ao lado de Arraial do Cabo, de Paulo César Saraceni – por ser o precursor do Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro com reverberação internacional, parente próximo do Neorrealismo italiano e da Nouvelle Vague francesa. Com esse 'milagre' cinematográfico, chegou a ser 'canonizado' em vida pelo maior expoente do movimento, Glauber Rocha (1939-1981), por edificar as fundações do que viria a ser o documentário moderno.

Antes de enveredar pelo documentarismo, Linduarte foi professor, fotojornalista, repórter e crítico da Sétima Arte. A concepção de Aruanda veio a partir de uma grande reportagem que fez em 1958, quando visitou as oleiras de Olho d'água, na Serra do Talhado, e descobriu que ali não tinha registro documental das origens da região onde fora um quilombo.

Meses depois, com o equipamento do Instituto Nacional do Cinema Educativo (Ince), intercedido por outro grande nome do cinema, Humberto Mauro (1897-1983), e foi com sua equipe formada por Rucker Vieira (1931-2001), João Ramiro Mello (1934-2003) e Vladimir Carvalho subir a serra para retratar, usando artifícios fictícios, a gênese da comunidade.

Às vésperas do Golpe de 1964, conseguiu para a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) uma câmera 35mm para a produção local. O problema foi que a única encontrada na época era de fabricação soviética (leia-se 'comunista'), causando seu afastamento da instituição e as portas fechadas para uma série de projetos, como as adaptações de Geografia da Fome, de Josué de Castro (1908-1973), e Jangada, de Câmara Cascudo (1898-1986).

Seu argumento para levar ao cinema o romance A Bagaceira, de José Américo de Almeida (1887-1980), chegou a ganhar o Prêmio do Instituto Nacional do Livro, mas coube a adaptação ao mineiro Paulo Thiago com seu Soledade (1976).

Por causa das agruras políticas, a sua filmografia se resume – além de Aruanda – no curta-metragem O Cajueiro Nordestino (1962) e no primeiro longa produzido na Paraíba, O Salário da Morte (1970).

Linduarte Noronha deixa inacabada uma autobiografia, que datilografava pacientemente na sua casa ao longo de mais de 50 anos e que já acumularia aproximadamente duas centenas de páginas. Muitos dos hiatos e polêmicas de sua trajetória seriam revelados nessas memórias.

Fonte: Jornal da Paraíba

Hoje é o dia mundial do curta metragem

Hoje é o dia mundial do curta metragem. Existe uma lista imensa de filmes curtos que podemos refletir, conversar, sorrir e chorar com eles. Hoje escolhi um curta metragem me deixou emocionado principalmente pela pertinência que o tema tem representado na minha vida nos últimos meses, A Bicicleta!

Le vélo de papi fait de la résistance

Le vélo de papi fait de la résistance

Bom filme. Divulgue um curta!

Amor?

Amor? é um filme, uma pesquisa, uma busca por uma resposta. Um mergulho no íntimo de 8 histórias reais que inspiraram o filme. Amor? é uma dúvida que faz você refletir se realmente aprendeu como se ama alguém (ou você mesmë). Amor?, novo longa-metragem de João Jardim (de Janela da Alma e Pro Dia Nascer Feliz e Lixo Extraordinário). Espécie de híbrido entre documentário e ficção, Amor? é um filme, como bem define o diretor, “sobre eu você e todos nós.”

O tema, e foco, de Amor? são as relações amorosas que são pautadas pela violência, seja qual a forma em que ela se apresenta. Entremeado por cenas poéticas de um mergulho no mar, um banho despretensioso, corpos que se procuram e se tocam, o filme traz relatos verdadeiros e surpreendentes quem já viveu relacionamentos em que a violência era parte de um cotidiano muitas vezes doentio e outras vezes foi a pedra de toque para o despertar de uma nova fase.

No entanto, devido à delicadeza do tema, em vez de revelar as identidades de seus entrevistados, Amor? traz atores e atrizes interpretando estes depoimentos. “São relatos muito sinceros de pessoas que viveram situações que envolvem ciúmes, culpa, paixão e poder. Até pensei em mostrar os verdadeiros personagens na tela, mas, além da privacidade de cada um, havia a privacidade do parceiro de quem falavam”, conta Jardim. “Além disso, havia também questões legais. Poderíamos ou não expor estas pessoas à esta situação? Então, optei por convidar atores. Por isso, Amor? não é um documentário. Nem ficção. É impossível de classificá-lo.”

Dia 15 de abril nos cinemas, eu vou.

Gerbase procura por figurantes

Precisa-se de figurantes para longa-metragem do diretor Carlos Gerbase.

Produção da Casa de Cinema.
Filmagens em Janeiro de 2011.

Ajuda de custos no valor de R$ 30,00 (diária). Contato: danifogliatto@yahoo.com.br / (51) 9954.6512

Cineclube Cauim promove curso de formação para professores

O intuito é ensinar como utilizar o cinema em sala de aula

O Cineclube Cauim e Secretaria da Cultura realizarão curso de formação para professores, monitores e alunos interessados, aberto para quaisquer profissionais de educação de Ribeirão Preto e região. O curso terá duração de três horas e será ministrado no dia 17, das 14 às 17h, ou 18 de setembro, das 9 às 12h. Serão dadas as aulas de Como utilizar o cinema em sala de aula, com o professor André Gatti, no Cineclube Cauim (Rua São Sebastião, 920). Estão sendo disponibilizados 880 lugares por dia, devido a isso, é necessária a confirmação de presença para a confecção dos certificados. André Piero Gatti é formado em Letras, mestre em cinema pela ECA-USP e doutorando em Cinema pela Unicamp/IA. Ex-cinelcubista, programador dos cineclubes Humberto Mauro (Manaus), Oscarito e Elétrico (São Paulo). Pesquisador cinematográfico do Centro Cultural São Paulo. Verbetista da Enciclopédia do Cinema Brasileira e professor de História do Cinema Brasileiro da FACOM-FAAP. A oficina consiste em evidenciar as relações entre cinema e literatura no Brasil e como promoveram um interessante espaço de interlocução entre estas duas formas de expressão artística. O conteúdo programático consiste em: 1 – A idéia de intersemiose; 2 – Adaptação literária para o cinema: os dilemas; 4 – Nelson Pereira, Leon Hirzman: Graciliano Ramos e a sua trilogia cinematográfica (Vidas secas, São Bernardo e Memórias do cárcere); 5- Joaquim Pedro e Mário de Andrade: Macunaíma; 6 – Nelson Rodrigues no cinema: Arnaldo Jabor e Braz Chediak; 7 – Fernando Meirelles: a ética na literatura contemporânea. Para mais informações ligue (16) 3941-4341 ou envie e-mail para cineclubecauim@gmail.com, com o assunto Confirmação de presença no curso, mandando seus dados completos (nome, RG ou CPF, escola e e-mail para contato) e escolhendo o dia em que participará das aulas.

Mostra Grandes Diretores – Manoel de Oliveira, apresenta: A Caixa (1994)

Acontece nesta terça-feira, dia 29 de junho, no Teatro da UFSC, a sessão do filme A Caixa (1994) que integra a mostra "Grandes Diretores - Manoel de Oliveira", premiado diretor português, homenageado no Festival de Cinema de Cannes, em 2008. A mostra na universidade é uma atividade de caráter didático-cultural, realizada pelo Departamento Artístico Cultural da UFSC. Ela iniciou-se no dia 27 de maio e vai até 30 de novembro deste ano, todas as terças-feiras às 12 horas, seguida ou antecedida de eventuais debates. A mostra tem entrada gratuita e é aberta à comunidade.

A Caixa (1994)

Todo o filme se passa num típico bairro de Lisboa. Nesse Bairro vive um cego, o qual sobrevive das esmolas recolhidas diariamente pelas ruas da cidade. Além das esmolas serem a sua única fonte de alimento, ainda tem que as redistribuir por uma filha e por um genro. A filha além de se ocupar das tarefas domésticas ainda engoma roupa para fora, enquanto o marido é um marginal desempregado, tal como os seus amigos, vive à custa da caixa do cego. Até que um dia a caixa é roubada, tal como já tinha acontecido há uns tempos atrás. Motivo suficiente para que haja um grande conflito que acaba em tragédia. Duração: 92 min Elenco: Luís Miguel Cintra, Beatriz Batarda, Diogo Dória, participação especial de Glicina Quartin e Ruy de Carvalho Festival de Cannes 1994 – Quinzena dos Realizadores

SERVIÇO:

O QUÊ: Apresentação do filme A Caixa (1994), da Mostra de cinema Grandes Diretores - Manoel de Oliveira. QUANDO: Dia 29 de junho de 2010, terça-feira, às 12 horas. A mostra acontece até 30 de novembro de 2010, em todas as terças-feiras às 12 horas, seguida ou antecedida de eventuais debates. ONDE: Teatro da UFSC, ao lado da Igrejinha, Praça Santos Dumont, Trindade, Florianópolis-SC. QUANTO: Gratuito e aberto à comunidade CONTATO: Departamento Artístico Cultural - DAC (48) 3721-9348 e 3721-9447 ou www.dac.ufsc.br e dac@dac.ufsc.br Fonte: José Fontenele, Acadêmico de Jornalismo - Departamento Artístico Cultural - DAC: SECARTE: UFSC, com material da mostra.

Miracema ganha Edital Cine Mais Cultura do MinC, e em breve receberá equipamentos para o Cineclube Miragem.

A segunda oficina do Cine Mais Cultura – Região Amazônica, destinado aos contemplados do Edital Cine Mais Cultura, promovido pelo Ministério da Cultura, aconteceu em Belém – PA, entre os dias 16 e 22 de maio de 2010. A oficina contou com a presença de 46 cineclubistas, representando 23 municípios de diferentes estados da região norte: Acre, Roraima, Pará e Tocantins. Na ocasião estiveram presentes a Coordenadora Municipal de Projetos Culturais, Juliana Carneiro, e o Produtor Cultural, Cássio Renato Cerqueira, ambos representando a cidade de Miracema. Miracema, que está entre os municípios contemplados do Brasil, muito em breve receberá do Ministério da Cultura o kit de equipamentos audiovisuais, composto por: tela de projeção, data show, aparelho leitor de DVD, caixas laterais, caixa subwoofer, amplificadores de potência, mesa de som, microfones sem fio e pedestais para as caixas acústicas. O Cineclube funcionará na Sala de Cinema e Vídeo Severino Lopes Teixeira, situada no Mirashoping e receberá o nome de Cine Miragem. O Cine Mais Cultura é uma ação do Programa Mais Cultura, desenvolvido pelo Ministério da Cultura. O Cine Mais Cultura apóia a implantação e programação de salas de exibição audiovisual alternativas em municípios de todo país. Essas salas são chamadas. CINES e deverão ser implantadas 1600 salas até dezembro de 2010, por meio de parceria com a Sociedade Amigos da Cinemateca – SAC. O objetivo do programa é fomentar o desenvolvimento cultural em diversas regiões do Brasil, a partir da constituição de uma ampla rede de exibição e difusão audiovisual. Como conseqüência espera-se que os Cines promovam: a democratização do acesso a obras audiovisuais, com ênfase na produção brasileira; a formação de público com visão crítica; e a formação de redes sociais e culturais que viabilizem o intercâmbio e a divulgação de informações. Os CINES destinam-se, prioritariamente, a comunidades que não têm acesso ao cinema e a produções audiovisuais, situadas em pequenos municípios e periferias de grandes centros urbanos. A própria comunidade poderá escolher a programação do CINE conforme seus interesses e necessidades de informação e entretenimento. PALESTRANTES Rodrigo Bouillet, Francisco Weyl, Osvaldo Emery, Samir Raoni, Januário Guedes, Tiago Antunes Milhomens, Laurenir Peniche, Ivan Oliveira. Fonte: ASCOM – CINE MIRAGEM - cinemiragem@gmail.com (63) 8415-6696 (Cássio) - 8415-4219 (Juliana) - 9997-4786 (Cristóvão)

“Velho Mundo” Direção de Armando Fonseca

"Uma misteriosa substância é trazida da Europa para o Brasil. Acidentalmente contamina o encanamento do prédio onde mora o casal Laerte e Mônica. As desconhecidas propriedades da substância do Velho Mundo vem à tona quando o casal se encontra numa relação presa-predador." Fonte: ECAP

Cheech & Chong lançam filme de animação

Conheci a mente filosófica de Cheech & Chong graças a extinta TV Guaíba de Porto Alegre que passava o filme "Queimando tudo" sempre nos dias em que eu matava aula, ou seja, quase todos os dias. Agora os maconheiros mais famosos do cinema preparam mais uma viagem, desta vez pelo mundo das animações. A dupla de comediantes deu uma reciclada nas piadas de seus filmes de maior sucesso comercial (Queimando tudo, Ainda doidões e Os irmãos Corsos) e adicionaram alguns complementos, mas eles prometem que são piadas da pura, sem misturas. O filme já teve diversos títulos desde o ano passado, tanto que a sua referência no IMDB é "Untitled Cheech and Chong Animated Project", mas finalmente eles conseguiram optar por um título direto ao ponto: Cheech & Chong's Animated Movie Tommy Chong afirma que a saída para o cinema de animação é ótima, já que é muito difícil tirar o Cheech da cama para fazer alguma coisa parecida com trabalho. Já o Richard Cheech Marin afirma que ele passou anos vivendo animações na cabeça enquanto estava chapado, e que agora é uma boa hora para tornar essas animações em filmes. A dupla continua excursionando pelos estados unidos com um show de Stand-up comedy e sendo perseguida pela polícia, governos, TFP, KKK, igreja$ e outros cretinos até abril, data em que pretendem lançar o filme nos cinemas da terra do mickey mouse. Vamos aguardar. A pergunta que mais me intriga neste lançamento é: Queimar titica antes, durante ou depois do filme? Siga esses cretinos no twitter: @getitlegal

Rizoma