O documentário espanhol "La Zona de Tarkovsky", dirigido por Salomón Shang, começa com cenas de arquivo. Pesquisei e não consegui identificar de onde eram essas imagens e, muito menos, o propósito delas. A sinopse dizia que o filme contava através de depoimentos de pessoas que trabalharam em "Solaris" a história de Andrei Tarkovsky e seus desejos cinematográficos para entender a vida por meio da película de cinema. O que apareceu na tela eram histórias de crianças russas que lutaram na II Guerra Mundial. O que aquilo tinha a ver com a história? Até agora não consegui entender.
Depois dessa confusão inicial, inciam-se os créditos e eles duram por uma eternidade. Juntamente com as letras, a música "The End", do Doors. Isso não poderia ser mais lugar comum. No decorrer do filme, nota-se que tudo se alonga. Talvez tenha sido uma tentativa do diretor de aproximar o tempo de seu filme aos trabalhos de Tarkovsky ou por pura vaidade ele tenha querido transformar um curta em longa. São muitas dúvidas.
Porém, o filme tem aspectos positivos. Os depoimentos das pessoas que trabalharam com o diretor russo tratam da sua personalidade, do seu processo criativo, de como era trabalhar com um homem totalmente dedicado a sua arte. Aparecem também algumas imagens de Tarkovsky, ele falando de pessoas que colaboraram para sua forma de fazer cinema.
Além disso, nada demais. Um documentário fraco. Às vezes, eu tinha a impressão de estar a assistir ao National Geographic. Melhor dedicar seu tempo assistindo aos filmes de Andrei Tarkovsky.
*Ontem, aconteceu a última sessão do documentário, no XI FIC Brasília
Um documentário fraco
O documentário espanhol "La Zona de Tarkovsky", dirigido por Salomón Shang, começa com cenas de arquivo. Pesquisei e não consegui identificar de onde eram essas imagens e, muito menos, o propósito delas. A sinopse dizia que o filme contava através de depoimentos de pessoas que trabalharam em "Solaris" a história de Andrei Tarkovsky e seus desejos cinematográficos para entender a vida por meio da película de cinema. O que apareceu na tela eram histórias de crianças russas que lutaram na II Guerra Mundial. O que aquilo tinha a ver com a história? Até agora não consegui entender.
Depois dessa confusão inicial, inciam-se os créditos e eles duram por uma eternidade. Juntamente com as letras, a música "The End", do Doors. Isso não poderia ser mais lugar comum. No decorrer do filme, nota-se que tudo se alonga. Talvez tenha sido uma tentativa do diretor de aproximar o tempo de seu filme aos trabalhos de Tarkovsky ou por pura vaidade ele tenha querido transformar um curta em longa. São muitas dúvidas.
Porém, o filme tem aspectos positivos. Os depoimentos das pessoas que trabalharam com o diretor russo tratam da sua personalidade, do seu processo criativo, de como era trabalhar com um homem totalmente dedicado a sua arte. Aparecem também algumas imagens de Tarkovsky, ele falando de pessoas que colaboraram para sua forma de fazer cinema.
Além disso, nada demais. Um documentário fraco. Às vezes, eu tinha a impressão de estar a assistir ao National Geographic. Melhor dedicar seu tempo assistindo aos filmes de Andrei Tarkovsky.
*Ontem, aconteceu a última sessão do documentário, no XI FIC Brasília
Um festival para todos os gostos
Ontem, o Cinezine começou a cobertura do XI Festival Internacional de Cinema de Brasília, o FIC. O festival que antes ficava restrito à Academia de Tênis José Farani, agora tem sessões no Centro Cultural do Banco do Brasil, o CCBB.
O FIC teve início no dia 4 de novembro, com a exibição do curta "O Teu Sorriso" de Pedro Freire e do longa "A Fita Branca" de Michael Haneke. O Festival vai até o dia 15 de novembro, encerrando com o filme "Coco Chanel & Igor Stravinsky" de Jan Kouren.
Todo ano, o FIC traz à Brasília muitos filmes de vários lugares do mundo e que agrada a todos os gostos. Esse ano temos franceses, sul coreanos, austríacos, brasileiros, iranianos, argentinos, americanos, portugueses, romenos e mais alguns de outras localidades. Comédias, dramas, documentários, cinema fantástico, etc. É uma ótima oportunidade para o brasiliense ver produções que muito dificilmente entrarão em cartaz por aqui. A presença de diretores de alguns filmes também é um certo atrativo para o espectador.
E, no ano de 2009, o Cinezine está fazendo a cobertura do FIC. Falarei aqui sobre os filmes que vi, na semana passada e que verei no decorrer dessa semana.




