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Clássicos do Cinema pela Orquestra Unisinos

Atração imperdível que une cinema e música erudita, para quem é ou estará em Porto Alegre na sexta-feira, dia 27 de maio.

A Orquestra Unisinos realizará mais um Concerto Série Anchieta, apresentando “Clássicos do Cinema”. O evento, gratuito e aberto à comunidade, será realizado às 20h30, no Colégio Anchieta (Igreja Ressurreição), em Porto Alegre/RS.

O espetáculo conta com a participação especial da atriz Fernanda Carvalho Leite e dos jovens talentos, os solistas Juliano Barreto (canto) e Luana Pacheco (canto), que interpretarão os temas. A regência é do Maestro Evandro Matté. O concerto contempla trilhas sonoras de filmes clássicos do cinema, tais como: Psycho (A. Hitchcock), The Mission, Harry Potter, Dr. Jivago, O Poderoso Chefão e O Fantasma da Ópera, entre outros. O cinema brasileiro também estará representado.

Os Concertos Série Anchieta têm financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura e são realizados pela Unisinos e o Colégio Anchieta.

Via Pauta Social

POA: Ato de Vida, de Juan Zapata. Domingo na cultura.

“O primeiro olhar de uma criança sobre o mundo. Os primeiros momentos de vida. O primeiro encontro entre mãe e filho. Tudo isso gravado em um vídeo.”

O filme “Ato de Vida”, mais recente produção documental de Juan Zapata, será lançado em DVD no próximo domingo (22 de maio) no auditório da Livraria Cultura às 17h30. exibição do filme seguida de uma conversa com Juan Zapata (diretor) e Susana Pacheco

O longa-metragem que estreou, em 2009, simultaneamente em três países da América Latina (Brasil, Colômbia e Equador), conta a história de Susana Pacheco, uma mulher que trabalha com filmagens de parto na cidade de Pelotas, registrando o momento único do nascimento.

22 de maio (domingo) - 17h30
Auditório Livraria Cultura - Bourbon Country
Avenida Túlio de Rose, 80 – Passo da Areia

Sala P.F. Gastal mostra documentário sobre Cio da Terra

A Sala P. F. Gastal da Usina do Gasômetro coloca em cartaz a partir do dia 1º de setembro, quarta-feira, no horário das 19h, o documentário Cio da Terra, de Cacá Nazário e Éber Marzullo. Depois de uma concorrida sessão de pré-estreia, realizada há duas semanas no Cine Santander, quando dezenas de espectadores voltaram para casa sem conseguir assistir ao filme devido à super lotação da sala, agora o público terá novas oportunidades para conferir este belo documentário que recupera a história do célebre festival de música realizado em 1982 na cidade de Caxias do Sul. Conhecido como o “Woodstock gaúcho”, o festival reuniu milhares de jovens, que ao longo de três dias discutiram a realidade política e social de um país ainda sob o jugo da ditadura militar e assistiram a shows de músicos como Nei Lisboa, Nelson Coelho de Castro, Jorge Mautner e Ednardo (todos presentes no documentário, tanto em raras imagens de arquivo realizadas em Super-8 quanto em depoimentos colhidos recentemente pelos diretores). No sábado 4, após a sessão das 19h, acontece um debate com a participação dos diretores Cacá Nazário e Éber Marzullo, além do jornalista e escritor Eduardo Bueno (Peninha) e do cineasta Giba Assis Brasil, que estiveram presentes no Cio da Terra. As exibições de Cio da Terra serão antecedidas pelo premiado curta-metragem de ficção Amigos Bizarros do Ricardinho, de Augusto Canani, produção gaúcha que vem sendo exibida com sucesso em vários festivais e acaba de receber os prêmios de melhor direção de arte e melhor trilha sonora no último Festival de Gramado. Nos demais horários, a Sala P. F. Gastal segue exibindo os dois longas lançados em 2010 pelo diretor gaúcho Paulo Nascimento, o infantil A Casa Verde (às 15h) e o drama político Em Teu Nome (às 17h). Os ingressos custam R$ 3 e R$ 6. Fonte: @prefeitura_poa

Resenha Especial do Filme “Em teu nome”

Quase quatro décadas depois, um dos períodos mais obscuros da história do Brasil ainda rende muitos roteiros para o cinema nacional. Os conflitos dos perseguidos pelo regime militar, o inferno dos porões da ditadura e o vazio deixado na vida de milhões de brasileiros pelos crimes praticados pelo governo valem por sua dramaticidade e principalmente pelas lições de luta por um país melhor. Em Teu Nome (Brasil, 2009), que estreia nessa sexta em todo o país, tem roteiro e direção de Paulo Nascimento e trata exatamente da época mais pesada do regime de exceção, na década de 1970, durante o governo Médici. O filme acompanha a história verdadeira de João Carlos Bona Garcia e de sua esposa, Célia Garcia, do momento em que o jovem estudante de engenharia toma parte em ações armadas da Vanguarda Popular Revolucionária de Carlos Lamarca, até sua saída do país, junto com o grupo dos 70 militantes trocados pelo embaixador da Suíça, e posterior exílio na Argélia e na França, terminando com a volta do casal ao Brasil, em 1979, com a Lei da anistia, de cuja comissão Garcia foi presidente. O filme é simples e didático. O roteiro, escrito por Nascimento em 5 dias num hotel em Gramado, na serra gaúcha, não surpreende e perde o ritmo da metade para o final, abusando dos planos curtos colados em sequência. Quase não há ação e o espectador só toma consciência dos acontecimentos pelos diálogos demasiadamente superficiais e explicativos entre os personagens. Momentos potencialmente dramáticos passam despercebidos e alguns trechos são constrangedores, sobretudo as falas de Cecília, alterego cinematográfico de Célia, que, assim como o protagonista, não convence e não gera empatia no público, que assiste ao filme como quem vê uma peça escolar. O ponto positivo do longa é a trilha sonora, com direito à participação especial de Vítor Ramil, e também algumas das locações no Rio Grande do Sul, no Marrocos e na França, que, nas palavras do próprio diretor, pretenderam ser fiéis ao cenário onde a história realmente se deu. A experiência é válida pelo retrato de um período, mas, cinematograficamente, deixa muito a desejar. Além disso, vem num momento delicado, em que a lei de anistia tão comemorada na história é questionada pela sociedade após a polêmica decisão do STF que não cedeu à pressão de grupos internacionais de defesa dos direitos humanos e manteve a impunidade dos agentes do governo acusados de tortura. Entre os muitos filmes que tratam do regime militar, o trabalho de Nascimento não se destaca senão como evidência de que um roteiro descuidado pode ofuscar uma história de vida das mais fascinantes. === Resenha especial escrita pelo autores convidados Tiago Gautier  ( @el_gauti ) e Viton de Araújo Neto ( @pegaladrao ). === O Cinezine Histórias de Cinema ( @cinezine ) agradece a disposição dos autores e o convite da Cena Um Produtora para a realização da cobertura da pré-estréia realizada no Unibanco Arteplex Shopping Bourbon Country - Porto Alegre.

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Rizoma